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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O PT institucionalizou o desprezo ostensivo por valores morais e códigos éticos

MAURO PEREIRA Uma das maiores contribuições do PT nesses mais de nove anos de implantação do lulopetismo, indubitavelmente, foi a institucionalização do desprezo ostensivo por valores morais e códigos éticos, patrocinando um dos governos mais corruptos de nossa história. Sob a luz da honestidade, supera com folga os governos que o antecederam desde a redemocratização […]

Por Branca Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 09h02 - Publicado em 21 abr 2012, 18h21
lula-dilma (Foto: Wilson Dias / ABr)

Entre as contribuições do PT, o desprezo pelos valores morais e éticos (Foto: Wilson Dias / ABr)

MAURO PEREIRA

Uma das maiores contribuições do PT nesses mais de nove anos de implantação do lulopetismo, indubitavelmente, foi a institucionalização do desprezo ostensivo por valores morais e códigos éticos, patrocinando um dos governos mais corruptos de nossa história. Sob a luz da honestidade, supera com folga os governos que o antecederam desde a redemocratização do Brasil, iniciada em 1986. Os petistas foram além da expectativa, não só reabilitando figuras consagradas no submundo da política mas, também, introduzindo nomes novos nesse ambiente árido e putrefato.

Em menos de uma década, juntando as administrações de Lula e Dilma Rousseff, o PT conseguiu um feito sem precedentes: consolidar-se como celeiro inesgotável de ministros, altos funcionários, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores envolvidos em escândalos de corrupção. Em todas as esferas da administração pública, de norte a sul do país, há evidências dos vínculos que unem os agentes políticos do PT e seus aliados à roubalheira desenfreada e à malversação do dinheiro público. A bem da verdade, é necessário ressalvar que, embora esporadicamente, representantes da oposição também embarcaram no trem petista.

Nesse acervo de desacertos, destaca-se também a vulgarização das instituições. Amparado na arrogância, o PT instalou-se confortavelmente no vácuo do oportunismo eleitoreiro e pairou acima da lei, asilando nesse espaço corrompido a marginália política e a pelegada sindical. A partir dali, promoveu uma das mais sórdidas investidas contra os Poderes constituídos. No Executivo, por exemplo, desmoralizou m dos símbolos mais caros ao orgulho nacional, transformando a Presidência da República em subseção partidária e prolongamento vulgar de um palanque a serviço de seus interesses eleitorais. Rebaixou um dos panteões sagrados à abominável condição de instrumento da disseminação do ódio e da intolerância.

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O Legislativo, tomado como refém por uma malta de políticos inescrupulosos resultante da pior safra de parlamentares da história republicana, sempre se mostrou descaradamente receptivo às propostas indecentes emanadas das hostes petistas. Respeitando-se as minguadas exceções, no decorrer das administrações de Lula e Dilma deputados federais e senadores protagonizaram o mais melancólico espetáculo da mediocridade e da bandalheira.

Testemunhando desde pedidos de resgate para continuar na base de apoio do governo até a nomeação para a presidência de Comissão de Justiça da Câmara de um deputado que responde na Justiça a processo por formação de quadrilha, o país assistiu à transformação do Congresso em motivo de vergonha nacional. A ofensiva petista tampouco poupou o Judiciário. Ocupou-se de instalar na Suprema Corte ministros que, de alguma forma, tiveram algum tipo de relacionamento com o partido, estendendo sobre o mais alto tribunal da nação o manto da suspeição.

A legalidade das nomeações é inquestionável, mas colide com o princípio da moralidade. Por mais que as decisões sejam pautadas de acordo com os ditames impostos pela legalidade, matérias envolvendo o governo federal e sua base aliada sempre esbarrarão na credibilidade. É triste ver ministros do STF se conduzirem como fofoqueiras paroquiais, tornando públicas querelas internas que não deveriam jamais extrapolar as fronteiras da toga.

Outra manobra igualmente destituída de moralidade foi a indecente campanha deflagrada pelo governo federal que, às custas de alguns bilhões de reais que poderiam ir para a saúde e a educação, conseguiu a mágica de concentrar o maior estoque de mentiras por milímetro filmado. Ao longo desse período, nenhuma peça da propaganda oficial se preocupou em prestar contas à sociedade do que foi feito com os recursos obtidos com impostos escorchantes. Todas, sem exceção, tiveram o objetivo essencial de promover o governo e, obviamente, seus agentes políticos.

Montanhas de dinheiro público se esvaíram pelos ralos insaciáveis dos interesses escusos. Ainda assim, o que restou dessa encenação forjada na mentira foi a realidade crua, que permite a contemplação de um governo fraco, incompetente, perdulário e corrupto.

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