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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O país quer saber se Congonhas foi vendido ao ex-deputado bandido

Preso pelo escândalo do mensalão e afastado da Câmara, Valdemar Costa Neto comprou por 37 votos o mais rentável aeroporto da América Latina

Por Augusto Nunes - 7 nov 2017, 17h56

Como o desfile de bandalheiras não pode parar, o carro alegórico reproduzindo o aeroporto de Congonhas ficou exposto por pouco tempo à plateia aglomerada nas arquibancadas da Sapucaí da corrupção. Depois de informar que o mais rentável aeroporto da América Latina seria excluído do pacote de privatizações por exigência do ex-deputado Valdemar Costa Neto, a imprensa foi tratar de outras maracutaias.

É preciso voltar imediatamente ao assunto e abortar a negociata em trabalhos de parto. Preso pelo escândalo do mensalão e afastado da Câmara, Valdemar continua dono do PR, que tem 37 deputados, quatro senadores e o ministro dos Transportes. Para que a bancada votasse pelo arquivamento da segunda denúncia contra Michel Temer, o larápio irrecuperável cobrou um preço salgado: o Aeroporto de Congonhas.

Segundo o Ministério dos Transportes, a Infraero não conseguirá sobreviver se Congonhas. Se é assim, que se inclua também a Infraero e seus penduricalhos no acervo a ser privatizado. Ou Michel Temer cria juízo e faz isso ou estará reconhecendo oficialmente que desde outubro Congonhas está incorporado ao patrimônio do bandido que só está em liberdade porque o Brasil, muito frequentemente, fica mais perto das cavernas que do mundo civilizado.

Nessa hipótese, Valdemar ficará ainda mais rico. Temer garantiu o emprego. Como sempre, só saiu perdendo o Brasil.

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