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O legado imaginário da Copa das Copas foi embora junto com os turistas. Ficou com os brasileiros a conta da Copa da Roubalheira

Atualizado às 11h05 deste domingo BRANCA NUNES “O Brasil mostrou que estava capacitado e que tinha todas as condições para assegurar infraestrutura, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas, às seleções, aos chefes de Estado que viessem nos visitar. O país se superou e nós teríamos de ter a nota máxima”, cumprimentou-se nesta segunda-feira a presidente Dilma […]

Atualizado às 11h05 deste domingo

Dilma, na entrevista coletiva com ministros convocada nesta segunda-feira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva com ministros convocada nesta segunda-feira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

BRANCA NUNES

“O Brasil mostrou que estava capacitado e que tinha todas as condições para assegurar infraestrutura, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas, às seleções, aos chefes de Estado que viessem nos visitar. O país se superou e nós teríamos de ter a nota máxima”, cumprimentou-se nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff, na introdução da entrevista coletiva que prometera conceder ao lado de 16 ministros. O que seria o maior evento do gênero em três anos e meio de governo foi a primeira entrevista da história em que não houve perguntas.

A sabatina que se seguiria ao monólogo de abertura foi abortada pela deserção da entrevistada, que invocou a necessidade de decolar rumo ao encontro dos Brics em Fortaleza para abandonar a zona de perigo. Se tivesse ficado por lá, dificilmente escaparia de ser confrontada com a distância que separa a Copa das Copas, que só o governo vê, da Copa da Roubalheira que a imprensa insiste em enxergar

Nesta segunda-feira, por exemplo, uma reportagem publicada pelo Estadão (leia abaixo) mostrou as reais dimensões do que Dilma chama de “legado”. Os projetos vinculados à infraestrutura eram 83 na lista divulgada em 2010. Caíram para 71 – e a maioria está longe da conclusão. Em contrapartida, os gastos saltaram de R$ 23,5 bilhões para R$ 29,2 bilhões. Até agora.

A malandragem federal incluiu a substituição de trens e monotrilhos por meros corredores de ônibus ─ sem que a despesa diminuísse. Embora o governo ainda não tenha publicado o balanço do Mundial da Fifa, um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal calculou, em 2011, que a gastança não seria inferior a US$ 40 bilhões.

“Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus ficaram no papel”, constatou o Estadão. “O monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção”. A contabilidade das realizações invisíveis nem inclui promessas delirantes como o trem-bala, que ficou fora da Matriz de Responsabilidades do Mundial.

“Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo”, afirmou Dilma Rousseff em junho de 2009, época em que era ministra da Casa Civil de Lula. “Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014 porque esta é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa”.

Como as obras de mobilidade urbana continuam no papel, os congestionamentos que diariamente atormentam os brasileiros  não paralisaram as cidades-sede graças à decretação de feriados ou pontos facultativos nos dias de jogos e à antecipação das férias escolares por numerosos estabelecimentos de ensino. “Em uma cidade como São Paulo”, lembrou a reportagem, “isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fan Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste”.

Essa maquiagem também foi feita, por exemplo, nos corredores do BRT (espécie de corredor exclusivo de ônibus) Norte-Sul e Leste-Oeste de Recife e no metrô de Salvador. No primeiro, apenas quatro das 45 estações funcionaram. Nos dias de jogos, os dois meios de transporte só puderam ser utilizados por aqueles que portavam ingressos.

A boa qualidade do transporte aéreo, aprovada por 76% dos turistas estrangeiros na pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, resultou de operações especiais organizadas pelas próprias empresas, uma vez que as obras previstas para os aeroportos não foram concluídas a tempo. Em Fortaleza, enterrou-se R$ 1,7 milhão num puxadinho construído para fingir por 90 dias que o aeroporto ficou maior.

“No aeroporto de Brasília, o piso na segunda-feira à noite pós-Copa já estava imundo”, observou o jornalista Fernando Rodrigues na Folha desta quarta-feira. “O local continua em obras. Durante o torneio houve a preocupação de lustrar o que era possível. Agora, nos guichês das companhias aéreas já há menos gente trabalhando. Padrão pós-maquiagem”. O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, além de não ter ampliado o terminal de passageiros no prazo combinado, provavelmente terá rescindido o contrato com a construtora. Motivo: os atrasos recorrentes, que adiaram para 2016 o que já deveria estar em funcionamento.

“Único segmento que não sofreu baixas”, como ressalva a reportagem do Estadão, os estádios consumiram R$ 8 bilhões – 98% originários dos cofres públicos –, fortuna 50% maior do que a prevista em 2010. Aprovadas por 92% dos estrangeiros – também segundo o Datafolha –, as arenas Padrão Fifa começam agora a escancarar o Padrão Dilma.

Quem foi à Arena Pantanal nesta terça-feira para assistir ao jogo entre Vasco e Santa Cruz, pela série B do Brasileirão, espantou-se com o lixo e o entulho dentro e fora do estádio, com a iluminação precária no entorno, com o policiamento quase inexistente e com a falta de informação. “O chão que antes brilhava apesar de existir mais gente, hoje está imundo, há muita poeira no local e os espaços lounges estão caindo aos pedaços”, descreveu o barman Junior Santana, que trabalhou no local durante a Copa, numa reportagem publicada pelo Estadão nesta quinta-feira. Na sala de imprensa não havia cadeiras, mesas, cabos de energia nem internet wi-fi.

Aprovada por 95% dos turistas, a hospitalidade dos brasileiros é uma das poucas coisas que permanecerão por aqui com o fim da Copa. As obras para inglês ver se foram na esteira dos estrangeiros que voltaram para casa. O humor nacional tenta resistir ao péssimo desempenho no campo da economia. Como o legado prometido pelo governo, já é bem menor do que foi.


Segue abaixo a íntegra da reportagem do Estadão, publicada em 14 de julho de 2014:

Copa deixa legado de infraestrutura menor e mais caro do que o prometido

LOURIVAL SANT’ANNA E MARINA GAZZONI

A Copa do Mundo deixa um legado de infraestrutura para o Brasil muito menor do que o prometido quatro anos atrás – e a um custo mais alto. Em 2010, o governo anunciou que o evento atrairia investimentos de R$ 23,5 bilhões em 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos. Parte das obras ficou no caminho e só 71 projetos foram mantidos na lista.

Segundo levantamento feito pela rede de repórteres do Estado nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa e as inacabadas somam R$ 29,2 bilhões – mesmo tendo sido substituídos em várias cidades projetos mais ambiciosos, como trens e monotrilhos, por modestos corredores de ônibus. Ou seja, o país gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.

Em setembro de 2013, o Ministério dos Esportes apresentou sua última consolidação das obras da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa, já com a exclusão dos projetos prometidos em 2010 e abandonados. Os 71 projetos confirmados somavam então R$ 22,9 bilhões.

Esse resultado significava que os governos federal, estaduais e municipais e a iniciativa privada gastariam 3% a menos do que o previsto em 2010 para fazer 15% a menos em número de obras. Os investimentos estavam distribuídos assim: 50,5% para o governo federal, 33,1% para os Estados e municípios e 16,4% para o setor privado. Entretanto, a reportagem do “Estado” constatou que o gasto total, hoje, é ainda maior: R$ 29,2 bilhões, ou 27% a mais do que o anunciado há quatro anos.

A construção dos estádios foi prioridade, seguida dos aeroportos. Mas na mobilidade urbana, o principal legado da Copa para os moradores das grandes cidades, o resultado foi sofrível. De 50 projetos, apenas 32 foram mantidos, o que quer dizer que um em cada dois foi abandonado. De acordo com a matriz consolidada em setembro pelo Ministério do Esporte, o país investiria R$ 7 bilhões em mobilidade urbana para receber a Copa, R$ 4,47 bilhões a menos do que o previsto em 2010.

Inacabadas – Além disso, boa parte das obras não foi entregue a tempo para o Mundial. O levantamento do Estado nas 12 cidades-sede mostra que 74 obras de mobilidade urbana foram entregues e 46 permanecem inacabadas. O número de obras é maior do que o da lista de projetos do ministério porque as prefeituras e governos estaduais, que são as fontes dessa informação, costumam fatiar projetos em várias obras.

Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus, por exemplo, ficaram só no papel. Já o monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção.

O abandono e a não conclusão das obras só não tiveram um impacto maior porque a maioria das cidades decretou feriado ou ponto facultativo para o funcionalismo, além de as férias escolares de julho terem sido antecipadas. Em uma cidade como São Paulo, isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fan Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste.

O único segmento que não sofreu baixas foram os estádios. Todos os projetos previstos saíram do papel e custaram R$ 8 bilhões ao País – 98% em recursos públicos-, montante 50% acima do previsto em 2010. Mal ou bem, ainda que com parte das arquibancadas provisória, como no Itaquerão, eles ficaram prontos para a Copa, acalmando a Fifa.

Em São Paulo, o projeto original previa a reforma do Morumbi, que custaria R$ 240 milhões e mais R$ 315 milhões em obras do entorno. Com a substituição da obra pela construção do estádio do Itaquera e investimentos no seu entorno, o custo saltou para R$ 1,37 bilhão.

No caso dos aeroportos, o desempenho foi mediano – alguns ficaram prontos, outros, não, mas isso não comprometeu o embarque e desembarque dos torcedores. Obras previstas em aeroportos como Viracopos, Confins, Fortaleza e Salvador não foram concluídas antes do Mundial. “A reforma dos aeroportos era uma necessidade, independente da Copa”, analisa Carlos Ebner, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil. “Mas a Copa era uma motivação para dar um salto de infraestrutura e deixar um legado ao País. Mas nem tudo foi feito e queremos que as obras continuem após a Copa.”

Segundo ele, o caos não ocorreu porque o setor se organizou em uma operação especial e compensou os entraves de infraestrutura. Foi o que aconteceu também com o transporte urbano, beneficiado pelos feriados e linhas especiais de ônibus para os torcedores. Terminada a Copa, a vida volta ao normal.

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  1. Comentado por:

    Li

    Antes da Copa costuma assistir ao George “Poliana” Vidor pregar que a economia brasileira tinha um grande trunfo: este maravilhoso evento. Um minuto depois da copa, o discurso desapareceu. Nem o Poliana conseguiu ver um único benefício deste gigantesco desperdício de dinheiro público, já que a população o assistiu no mesmo lugar das outras copas: em casa, na TV. Em compensação, sofreu prejuízo com os feriados, engarrafamentos monstros, desperdício de água em época de escassez deste recurso e principalmente, tolerar os hermanos que gastaram pouco dinheiro, gastaram muito dos recursos faltantes como água e energia elétrica e abusaram tremendamente de nossa boa vontade. Uma copa para ser usada como exemplo do que nunca mais deve ser feito.

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  2. Comentado por:

    Sergio Corrêa

    Belo texto.

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  3. Comentado por:

    AREOBALDO TERUEL

    Alem de tudo, muito bem explicado, fica pergunta:Valeu a pena??? O mais importante não se falou…7 x 1??? Se fossemos campeões, tudo seria esquecido….e se alguem falasse o que foi dito pelos colunistas, seria taxado anti-brasileiro, não nacionalista…e que tudo teria valido apena…..assim são os brasileiros,,,fanaticos por um unico esporte…..nunca pensaram que as obras da copa foram um caso de delirio e irresponsabilidade….gastaram nossa grana, dizendo que éra grana privada, e que não haveria dinheiro publico….mentira….fizeram estadios, que hoj são elefantes brancos, pois não tem futebol nas regiões….feitas sem estudos de viabilidade….se ganhassemos (e torci contra) seriamos uma nação de herois de coragem, competencia e superiodade, sobre os demais povos do mundo.- E a derrota, não interessa prejuisos economicos que vamos pagar, não sabem que é dos deles que saem, nos transforma num pó, com vergonha….Somos brASILEIROS COM MUITO ORGULHO, OUTRA IGNORANCIA FABRICADA PELO BLOQUEIO MENTAL PRE-FABRICADO PELA PROPAGANDA, ONDE ACHAM QUE GANHAR ESTA LIGADO A TUDO, E QUE SE FORMOS PADRÃO FELIPÃO,O RESTO NÃO INTERESSA…..

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  4. Comentado por:

    Ary Franco

    O BRASIL ESTÁ NU
    Ary Franco (O Poeta Descalço)
    Nunca, jamais, em tempo algum, nosso amado Brasil chegou a nível tão baixo para o qual foi arrastado, perante o conceito mundial. Vai ser difícil, muito difícil, reconduzi-lo, reconstruí-lo, recuperá-lo seja qual for o nosso novo Presidente legitimamente eleito. O que nos resta é lutar para que nossa Pátria não continue sendo ultrajada/dilapidada como o é atualmente.
    MAS, desesperadamente, qual Diógenes o fez em priscas eras, acendo minha lamparina, olho em meio à escuridão que me envolve e não vejo quem possa segurar o timão dessa nau que balouça em águas turvas rumo a abissais horizontes, com suas velas enfunadas por ventos nefandos, onde nos espera um obsoleto socialismo, ou comunismo, como queiram. Desastrosamente, não temos valores humanos nos quais possamos depositar nossas esperanças de um alvissareiro porvir. Em plena “entressafra”, em um eventual segundo turno, resta-nos escolher e nos unirmos em torno daquele menos ruim, que hoje ainda não sei quem seja.
    Esta autodepreciação espalha-se, emanada do alto e mutilando todos nós, até os mais carentes e menos esclarecidos da classe mais baixa de nosso sofrido povo. Repercute avassaladoramente em nosso amor próprio enclausurado no desamparo social em que estamos abandonados (educação, saúde, saneamento básico, estradas, etc).
    Lembro-me daquele Brasil que chegou a ser considerado o primeiro país, líder inconteste da América do Sul, tomando o honroso cetro da Argentina. Hoje somos motivo de chacota e temos nosso “Orgulho de ser Brasileiro”, abalado e reduzido à humilhante vergonha de sê-lo. Posterguemos utópicas patriotadas e sejamos verdadeiros patriotas, encarando de cabeça erguida a dura realidade!
    O fracasso nos abraça como fortes tenazes levando-nos ao desespero de aceitarmos migalhas e esmolas como substituto da dignidade pela qual deveríamos lutar, expulsando de vez os corruptos e corruptores, os espoliadores de nossos inalienáveis direitos, os sangradores de nosso erário, malversação na aplicação dos escorchantes impostos arrecadados, os enriquecidos ilicitamente, os arautos com suas enganosas verborragias…
    O Carnaval passou, a “Copa das Copas” acabou, as eleições se aproximam e iremos sufragar nosso voto nas urnas que nos esperam, em que pese as suspeitas de suas idoneidades no resultado das apurações. De uma forma, ou de outra, não podemos aceitar o prolongamento de um regime que já se faz sentir pairando no ar sobre nossas cabeças, qual a Espada de Dâmocles.
    Basta de engodos! Queremos empregos para trabalhar, escolas e universidades para nossos filhos, hospitais aparelhados para nos atender e salvar vidas quando deles precisarmos. Não queremos peixes, queremos o caniço para pescá-los!
    Pensem nisso, não tanto por nós, mas pelos que inda faremos aqui chegar!

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  5. Comentado por:

    Biagione Rangel de Araújo

    É meu caro Augusto, mas ficou, pelo menos, um legado que nunca será esquecido os 7×1 que a seleção tomou. Há outros que começam a ser pautados pela presidente, como o fraco desempenho da economia, que com muita sorte poderá se igualar a goleada, pois é mais provável ser 7×0: 7% de inflação e zero de PIB.

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  6. Comentado por:

    A Carlos

    Não é nada não ! a olim piada vem aí.. .

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  7. Comentado por:

    tiger

    O maior legado da copa seria ver essa energumena na papuda

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  8. Comentado por:

    thécio Ferraz

    Esse dinheiro poderia ter sido investido em obras contra a seca, ou em operações de combate ao narcotráfico, poderia ter sido feito tudo, e isso seria muito mais proveitoso do que o que está aí!!Fora dilma e leve o PT junto!!!

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