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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O besteirol de Dilma sobre incas, astecas, olmecas, maias, toltecas e espanhóis confirma que os idiotas estão por toda parte. E governam o Brasil há mais de 12 anos

Já na abertura da histórica entrevista ao La Jornada, Dilma Rousseff mostrou que a memória do neurônio solitário conseguiu piorar: não sabia direito quantas vezes estivera no México, confessou. Lembrava-se de duas. Mas podem ter sido três. Ou 200, sugeriu a catarata de maluquices despejadas pela presidente nos 70 minutos seguintes. A íntegra da entrevista, transcrita […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 01h15 - Publicado em 1 jun 2015, 20h08

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Já na abertura da histórica entrevista ao La Jornada, Dilma Rousseff mostrou que a memória do neurônio solitário conseguiu piorar: não sabia direito quantas vezes estivera no México, confessou. Lembrava-se de duas. Mas podem ter sido três. Ou 200, sugeriu a catarata de maluquices despejadas pela presidente nos 70 minutos seguintes.

A íntegra da entrevista, transcrita pelo Portal do Planalto, tem mais de 8 mil palavras. Como La Jornada publicou menos de mil, cuidadosamente maquiadas pelos editores, os mexicanos continuam sem saber que a presidente do Brasil é capaz de nada dizer de aproveitável sobre rigorosamente tudo. Civilizações esmagadas pelos dominadores espanhóis, por exemplo.

Dilma resolveu chapinhar na areia movediça quando discorria sobre a forte impressão que lhe causara a contemplação de ruínas astecas. Leiam a transcrição oficial da conversa:

Presidente: A mesma coisa o Inca, não é? Mas lá é mais, era mais avançada, a mais avançada de todas. E não era Asteca, não é? Eles não sabem, eles chamam de Tolteca, Olmeca.

Jornalista: Maia.

Presidenta: A Maia é mais embaixo, é ali na península do Yucatán, não é?

Jornalista: Isso.

Presidenta: Mas a do centro do México, ali, ali na…

Jornalista: Essa é Asteca.

Presidenta: Essa é Asteca? Não é Tolteca, não é… Porque...

Jornalista: Não, Tolteca é mais…

Presidenta: Não, me diz o seguinte: as duas pirâmides não são astecas?

Jornalista: Não, totalmente, não. Mas eu também não sou expert em…

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Presidenta: São… Segundo… Por exemplo, eu fiquei estarrecida, então corri atrás para saber. Segundo se sabe, é de uma civilização anterior.

Jornalista: Anterior, claro.

Presidenta: Anterior.

Jornalista: Que os Astecas dominaram pela sua vez.

Presidenta: Que os Astecas dominaram.

Jornalista: Exatamente.

Presidenta: Porque os Astecas, eles dominaram civilizações que tinham em torno. Inclusive isso explica, em parte, a questão de eles terem, dos espanhóis terem conquistado ali, a cidade do México, e aplastado, porque aplastaram.

Jornalista: Tanto que na praça central no Zócalo…

Presidenta: É, eu sei, tem… Eu sei disso, que lá no Zócalo, estive lá no Zócalo. Quem é que… Você vai lá, o Zócalo é uma praça monstruosa, não é?

Jornalista: Embaixo tem templos astecas.

Presidenta: Tem, e tem um debaixo da catedral.

Jornalista: Exatamente.

Presidenta: Exatamente debaixo da catedral. Uma forma de você desaparecer com a civilização, não é?

Nelson Rodrigues constatou no século passado que os idiotas estão por toda parte. Como informa a leitura da entrevista, infestam também o jornalismo mexicano. E governam o Brasil há mais de 12 anos.

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