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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Em busca da verdade desaparecida: uma exposição sobre Rubens Paiva

Filho do advogado e fazendeiro Jaime Almeida Paiva e de Araci Beyrodt, casado com Eunice Paiva, pai de cinco filhos, engenheiro civil, piloto de avião e bon vivant: Rubens Paiva foi um pouco de tudo que sempre quis ser. Poderia ter sido muito mais. Em 1971, depois da cassação do mandato de deputado federal e […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 12h11 - Publicado em 26 abr 2011, 18h50

Filho do advogado e fazendeiro Jaime Almeida Paiva e de Araci Beyrodt, casado com Eunice Paiva, pai de cinco filhos, engenheiro civil, piloto de avião e bon vivant: Rubens Paiva foi um pouco de tudo que sempre quis ser. Poderia ter sido muito mais. Em 1971, depois da cassação do mandato de deputado federal e com os direitos políticos suspensos, Rubens Paiva foi preso aos 42 anos ─ e nunca mais foi visto. Talvez seja o mais emblemático dos 183 casos de desaparecidos políticos ocorridos no auge do regime autoritário que começou em 1964 e durou 20 anos.

Com mais de 200 fotografias, documentos e objetos pessoais, a mostra Não tens epitáfio pois és bandeira – Rubens Paiva, desaparecido desde 1971 resgata ao menos parcialmente a história do homem que se tornou um dos maiores símbolos dos abusos cometidos pela ditadura militar. Entrevistado pela coluna, o curador da mostra, Vladimir Sacchetta, fornece detalhes ignorados sobre a trajetória de Rubens Paiva e comenta a exposição que ficará até 10 de julho no Memorial da Resistência, em São Paulo. Abaixo, o vídeo que acompanha a mostra, dirigido por Sylvio do Amaral Rocha.

[vimeo 21729181 w=400 h=225]

Rubens Paiva, desaparecido desde 1971 from Confraria Produções on Vimeo.

Não tens epitáfio pois és bandeira – Rubens Paiva, desaparecido desde 1971
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66
Tel.: (11) 3335-4990
Terça a domingo, das 10 às 18h. Em cartaz até 10 de julho.
Entrada gratuita

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