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Depois do pouso desastrado no Caso Rose, Gilberto Carvalho merece a presidência nacional do Movimento dos Sem Vergonha

Exposto por VEJA na edição desta semana, o pouso forçado de Gilberto Carvalho no caso Rose é tão pouco surpreendente quanto seca no Nordeste. O ex-seminarista que caiu na vida jamais perde alguma chance de piorar episódios sórdidos envolvendo bandidos companheiros, sobretudo se o chefão corre perigo. Não poderia ficar fora do escândalo, protagonizado por um […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 06h19 - Publicado em 5 Maio 2013, 10h41

Exposto por VEJA na edição desta semana, o pouso forçado de Gilberto Carvalho no caso Rose é tão pouco surpreendente quanto seca no Nordeste. O ex-seminarista que caiu na vida jamais perde alguma chance de piorar episódios sórdidos envolvendo bandidos companheiros, sobretudo se o chefão corre perigo. Não poderia ficar fora do escândalo, protagonizado por um ex-presidente da República e uma vigarista promovida a segunda-dama, que mistura sexo, mentiras e ladroagem, .

Um dos arquitetos da trama forjada para reduzir a crime comum o assassinato do prefeito Celso Daniel, Gilberto Carvalho deveria ter sido castigado já em 2002 por ocultação de provas e obstrução da Justiça. Foi o que fez de lá para cá, berram as anotações no prontuário. E é o que continua a fazer, atesta a reportagem que escancarou manobras destinadas a sepultar a comissão de sindicância instaurada pela Casa Civil para apurar as pilantragens de Rosemary Noronha e seus parceiros.

Sob o pretexto de “acompanhar e orientar” as investigações monitoradas pela ministra Gleisi Hoffmann, o secretário-geral do Planalto e seus comparsas acampados no palácio recorreram a truques obscenos e alegações de 171 para esconder patifarias colecionadas pela quadrilheira demitida em novembro da chefia do escritório da Presidência em São Paulo. O trapalhão vocacional só conseguiu ampliar evidências de que a Polícia Federal apenas começou a tatear um iceberg medonho.

Se Gilberto Carvalho quiser ganhar o Oscar de melhor ator, é só arranjar um papel de sabujo em qualquer filme americano. Nem seriam necessários diálogos ou legendas. Bastariam a cara, os trejeitos, a alma da sabujo. O problema é que os trunfos também são as pedras no caminho da fama internacional. Um vassalo visceral é um coadjuvante de nascença. Contenta-se com pouco. Não pede nada além de ficar perto dos pés do dono.

Tanta dedicação a Lula e ao PT clama por um prêmio adicional. Já que não se anima a brilhar em Hollywood, Gilberto Carvalho poderia ser presenteado com a direção do “movimento social” que falta ao Brasil Maravilha que já tem os Sem Terra ou os Sem Teto. Ele merece virar presidente nacional do Movimento dos Sem Vergonha.

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