A volta dos dinossauros ao Brasil
Entre cinema, televisão e paleontologia, eles retornam ao centro das atenções com a repatriação histórica do crânio do Irritator challengeri ao Brasil
No fim de abril, foi firmado um acordo histórico entre Brasil e Alemanha: o crânio do Irritator challengeri, da família dos espinossauros, foi retirado ilegalmente do país em 1991 e agora vai finalmente retornar ao território brasileiro neste ano.
Curiosamente, ainda nos anos 1990, Veja já apontava que os dinossauros estavam “voltando” ao Brasil — mas de uma forma científica e midiática. A edição 1290, de 2 de junho de 1993, destacava como a percepção sobre essas criaturas estava mudando: deixavam de ser apenas figuras distantes do passado para se tornarem objetos de estudo e fascínio cultural.
Esse movimento ganhou força com Jurassic Park, de Steven Spielberg, que revolucionou a forma como o público enxergava os dinossauros. Antes vistos como lentos e pouco ameaçadores, passaram a ser retratados como ágeis, inteligentes e assustadores. Até no horário nobre da televisão os dinossauros chegaram a invadir, com o clássico Família Dinossauros.
Agora, em 2026, os dinossauros voltam ao centro do debate, mas para além do audiovisual. A repatriação do Irritator challengeri reforça a importância dessas peças para discussões sobre ciência, preservação e patrimônio histórico.
Mais de 60 milhões de anos separam os humanos dos últimos dinossauros — e, ainda assim, nunca estivemos tão próximos deles.
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