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Adriano

15/06/2013

às 12:15 \ Tema Livre

A Seleção Brasileira pode até não convencer, mas chega para a Copa das Confederações como única tricampeã do torneio e deve ser respeitada. Em VÍDEOS, relembre os últimos dois títulos

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A Seleção posa antes da vitória por 3 x 0 contra a França na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no último domingo. Em pé: Júlio César, Fred, David Luiz, Hulk e Thiago Silva; Agachados: Oscar, Daniel Alves, Neymar, Marcelo, Paulinho e Luiz Gustavo (Foto: Jefferson Bernardes - VIPCOMM)

Por Daniel Setti

A Seleção Brasileira chega para a disputa da Copa das Confederações, que começa hoje, sob olhares desconfiadíssimos do torcedor.

Pesam, além de fatores extra-campo como a rejeição pela CBF e ao superfaturamento e atraso na entrega dos estádios, os critérios puramente futebolísticos.

Convenhamos: há muito tempo a Canarinho decepciona dentro das quatro linhas, e os exemplos retrospectivos vêm desde os fracassos nas Copas do Mundo de 2006 e 2010 ao futebol burocrático que o elenco atual comandado por Felipão e Parreira tem exibido.

A pentacampeã é, também, tricampeã

No entanto, é sempre imprescindível respeitar a pentacampeã do mundo. E não apenas por jogar em casa – embora isso possa se tornar um potente fator contra, a julgar pelas recentes vaias e “caxiroladas” -, mas principalmente por nosso currículo nesta “Champions League de seleções”.

Ganhador em 1997 (na Arábia Saudita), 2005 (na Alemanha) e 2009 (África do Sul), o Brasil é o único tricampeão do torneio. A França vem em seguida, com dois canecos. Tudo bem que até hoje foram apenas seis edições – entre as organizadas pela FIFA -, mas sem dúvida é contundente do que ganhar a metade delas.

Se considerarmos, ainda, que só desde 2005 vale o formato atual, disputado uma vez a cada quatro anos no país sede do Mundial seguinte, reunindo os melhores de cada confederação continental, o vencedor da última Copa e o próximo anfitrião, somos os únicos “campeões legítimos” da Copa das Confederações. Bicampeões, aliás.

Se o estilo de jogo convence ou não, aí são outros quinhentos. Mas por hora, não custa revermos resumos dos dois últimos títulos:

Copa das Confederações 2005 – Tudo ia mal após um empate com o Japão e uma derrota para o (algoz) México.

Mas a equipe de Parreira acabou entrando nos eixos batendo na semifinal os sempre poderosos alemães, donos da casa, e goleando espetacularmente eles, os argentinos, no final (4×1). O vídeo é curiosamente nostálgico por trazer, por exemplo, o depois prematuramente arruinado Adriano no auge de sua forma:

Copa das Confederações 2009 – A campanha dos soldados de Dunga, liderados por Kaká e Luís Fabiano, teve menos sobressaltos e incluiu uma vitória sobre a Itália na fase de classificação.

Esperava-se um confronto histórico com os espanhóis na final, mas La Roja caiu diante dos EUA antes da hora. Os americanos, por sua vez, se mostraram um adversário duríssimo na emocionante decisão, abrindo 2×0 no placar, só revertido a duras pena com gol de cabeça do então capitão Lúcio:

11/11/2012

às 19:08 \ Disseram

Adriano, e a mesma velha ladainha de sempre: “Continuarei treinando com ainda mais garra.”

“Continuarei treinando com ainda mais garra.”

Adriano, o problemático atacante do Flamengo, notório por faltar aos treinos e sessões de tratamento, dizendo agora que fará mais do que nunca fez, em 2013

07/10/2012

às 20:07 \ Disseram

“Tenho até medo do que pode acontecer com o Adriano, se parar de jogar.”

“Tenho até medo do que pode acontecer com o Adriano, se parar de jogar.”

Zinho, vice-presidente de futebol do Flamengo, preocupado com a cabeça do jogador, e dando nova chance a Adriano, que assinou a terceira advertência por faltar ao treinamento, antes mesmo que fazer sua primeira partida pelo time carioca

26/08/2012

às 15:02 \ Disseram

“Eu sou o Adriano de sempre, nunca vou ser o Adriano dois.”

“Eu sou o Adriano de sempre, nunca vou ser o Adriano dois.”

Adriano, jogador que assina contrato de risco com o Flamengo, depois de uma sucessão de insucessos e contusões

01/06/2012

às 16:20 \ Tema Livre

Mesmo para quem queria 50 milhões do Corinthians, esse 1 milhão que Adriano levou foi uma grande moleza

O atacante Adriano aguarda audiência na 89ª Vara da Justiça do Trabalho, em São Paulo: dinheiro demais para quem teve todas as chances e as desperdiçou (Foto: Diogo Moreira / Frame)

É uma pena. O acordo fechado hoje entre o Corinthians e o atacante Adriano, na Justiça do Trabalho, em São Paulo, encerra uma novela que poderia ter outro desfecho.

O craque (ou seria ex-craque?) queria nada menos do que 50 milhões de reais pelo contrato que se encerraria neste mês, mas que o Corinthians interrompeu em março, demitindo Adriano por justa causa.

Ele faltou a dezenas de sessões de fisioterapia, faltou a treinos, não deu atenção a multas, fez promessas que não cumpriu, desperdiçou seguidamente as oportunidades que o clube lhe ofereceu — desde possibilidade de recuperar a forma física até assistência psicológica — e deixou de receber o empurrão colossal que a torcida costuma dar a quem já vem para o time na condição de ídolo.

Sem contar que, ainda hoje, se recuperasse a forma física e, sobretudo, uma força interior que parece se haver esvaído, Adriano ainda seria um grande e temível atacante.

Acabou fazendo acordo por algo em torno de 1 milhão de reais — bom demais para quem recebeu gordos salários em dia, quase não jogou e frustrou um grande clube e uma grande torcida.

Assim, o milhão de reais que acabou concordando em levar para casa está até bom demais.

25/04/2012

às 17:02 \ Tema Livre

O império da gandaia: craques endinheirados no Rio deixam o futebol em segundo plano

DE CAMAROTE Ronaldinho como ele gosta: na boate, rodeado de garotas em espaço vip onde a entrada é controlada por um séquito de seguranças ronaldinho-gaucho-balada

DE CAMAROTE -- Treinar forte? Que nada. Ronaldinho como ele gosta: na boate, rodeado de garotas em espaço vip onde a entrada é controlada por um séquito de seguranças (Foto: Felipe Assunção)

Jogadores de futebol

O IMPÉRIO DA GANDAIA

 

Com dinheiro de sobra, muita disposição para se divertir e pouco compromisso com a disciplina, Ronaldinho Gaúcho e Adriano injetam ainda mais animação no sempre agitado roteiro festivo dos jogadores de futebol no Rio de Janeiro

 

Em pleno feriadão da Semana Santa, a polícia foi chamada ao Condomínio Mansões, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde mora o jogador Adriano.

O motivo era o de sempre. Um morador incomodado com o barulho da festa. Afinal, no mundo sério e disciplinado dos atletas profissionais, uma categoria que historicamente não se dobra é a dos jogadores de futebol. Se for no Rio de Janeiro, então, adeus, regulamento.

É da tradição futebolística local que toda semana os festeiros de cada time, dividindo despesas, promovam cervejadas com petiscos ou então um churrasco e sua indefectível trilha sonora, o pagode. Essa rotina se intensificou e, digamos, requintou com o desembarque no Flamengo, em fevereiro do ano passado, do atacante Ronaldinho Gaúcho, que chegou da Europa precedido da fama internacional de baladeiro.

Adriano faltou a 67 sessões de fisioterapia no Corinthians

Ronaldinho subiu o nível da gandaia. Banca as festas sozinho, servindo bebidas caras e comida de qualidade. Ele reinou sem concorrentes nessa divisão de elite até a volta de Adriano, em março, disposto a recuperar a alegria depois de uma sofrida temporada no Corinthians – em que faltou a 67 sessões de fisioterapia nas quais deveria tratar uma lesão no tornozelo.

Na madrugada de sexta-feira, a moradora da mansão dos fundos, cansada de reclamar, resolveu revidar barulho com barulho e instalou sua própria caixa de som no quintal.

Amigos de Adriano pularam o muro, pegaram o equipamento e jogaram tudo na piscina de outro vizinho.

 

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NA MANSÃO -- Convidados em volta da piscina: as festas de Adriano têm barulho, queixas de vizinhos e e a constante presença da polícia (Foto: AGNews)

A animação é tamanha que a gerência de futebol do Flamengo resolveu pedir moderação aos seus jogadores. “Tenha garra e força de vontade para deitar cedo e cumprir as atividades propostas pela nossa comissão técnica”, exortou em carta.

Gaúcho, em fase de pouco brilho e especulações de demissão, não moderou. Ele também mora em um condomínio de luxo na Barra, o bairro da cidade que oferece sob medida o que os jogadores milionários procuram: casas enormes em locais protegidos por guaritas e muros.

Barulho em locais alugados

Já incomodou muito vizinho por lá, mas aquietou-se depois que os moradores lhe entregaram um abaixo-assinado pedindo paz. Foi fazer barulho em locais alugados.

Em março, comemorou seu aniversário em dose tripla. Primeiro, reuniu a família em casa. Depois, juntou um grupo mais chegado numa suíte de motel. A festa mais animada foi em um sítio em Vargem Grande, onde várias vezes o aniversariante se refugiou no andar de cima, sempre acompanhado de uma das muitas convidadas.

Farras desse tipo não são exclusividade do Rio de Janeiro. “Onde tem jogador tem festa. Poucos atletas conseguem conciliar bem carreira com vida social”, constata Tostão, ex-jogador, atualmente comentarista.

Os clubes cariocas, tradicionalmente lenientes

Mas é no Rio que sempre montaram base os festeiros mais eméritos, começando por Garrincha e passando por gerações mais recentes cujos craques da gandaia foram o agora treinador Renato Gaúcho, o deputado federal Romário e Vagner Love – hoje casado e considerando-se “comportado”.

Os clubes cariocas são tradicionalmente lenientes. “Jogador que não anda na linha lá fora leva advertência e multa. Aqui, não”, critica Júnior, também ex-jogador e comentarista. “Para mim isso demonstra uma falta de pulso firme e profissionalismo dos clubes. Alguns inclusive atrasam salários. Como vão cobrar disciplina?”, analisa.

 

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DESCUIDO -- Jô e convidadas, na festa a fantasia: no dia seguinte, dois smartphones seus haviam desaparaecido

Quatro convidadas para cada convidado

Nesse clima favorável, anfitriões como Ronaldinho e Adriano movimentam todo um mercado de trabalho. Em suas festas, os garçons perambulam com bandejas carregadas de pizza, comida japonesa e churrasco. Um barman fica encarregado das bebidas: uísque, energético, vodca e rios de cerveja. Seguranças e amigos mais chegados convocam as amigas – no mínimo quatro para cada convidado do sexo masculino.

As moças circulam em duas categorias: as que alegram festas em troca de remuneração e as que a-do-ram jogador de futebol. Laços de amizade são renovados incessantemente nos cômodos internos, seja em duplas, seja em grupos maiores. As garotas praticam o sigilo absoluto, sob pena de serem banidas da lista de presença, controladíssima por um bando de seguranças fixos de confiança.

Limpando digitais dos copos e talheres

São eles que cuidam de impedir fotos de qualquer espécie. Cabe ainda aos seguranças pagar contas duvidosas (por exemplo, de jogadores casados) e apagar provas incriminadoras.

Um dos atuais craques do Fluminense chega a andar com um capanga a tiracolo só para limpar suas digitais de copos e talheres. Esses tipos impedem ainda furtos ocasionais, como o que sofreu o menos precavido jogador Jô, do Internacional. Numa festa a fantasia que promoveu no ano passado, surrupiaram-lhe dois smartphones recém-comprados na Inglaterra.

Os craques também desempenham suas qualidades em casas de shows e boates da Barra, onde se encerram em camarotes de entrada controlada. A conta gira em torno de 5 000 reais por noite.

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INDEVASSÁVEL -- Suíte de motel na Barra: local de festas com privacidade garantida

No Mercado do Produtor, uma área de restaurantes de frutos do mar que também lhes serve de ponto de encontro, as janelas do 2º andar ganharam tapumes improvisados de papelão para garantir a privacidade dos atletas do copo.

Motéis com churrasqueira, terraço, piscina e cascata

Igualmente requisitadas para festas são as suítes de luxo dos motéis.

A Millenium, do Vip’s, com mais de 500 metros quadrados, além de churrasqueira e terraço com piscina e cascata, foi palco de muitas e ruidosas celebrações. Custa 900 reais por oito horas, mais 100 reais por convidado extra.

Depois de tanto empenho, como é que a torcida e o clube podem querer que suas excelências, milionários de calção, ainda joguem futebol? É  pedir demais.

(Publicado em VEJA 18 de abril de 2012, por Alessandra Medina e Leslie Leitão)

08/10/2011

às 13:00 \ Tema Livre

Futebol: os 10 melhores jogadores brasileiros atuando na Europa

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Legião brasileira do Porto, vencedor da Liga de Campeões da Europa em 2004: (da esq. para a dir.): Hulk, Walter, Souza, Hélton, Fernando e Maicon. Um ano para comemorar

Amigos, a temporada de futebol na Europa já percorre sua fase inicial, mas achei muito interessante, para os leitores, mostrar os 10 melhores brasileiros atuando no Velho Continente na temporada passada, segundo um formidável júri de especialistas reunido pela revista Placar.

Na pior das hipóteses, a lista serve para os apreciadores do futebol acompanharem o desempenho dos dez este ano. Irão se manter na lista? A ver

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Top 10 – Os melhores brasileiros na Europa

Já se vão três anos e meio desde que Kaká subiu ao palco da Ópera de Zurique para receber, das mãos de Pelé, o troféu de melhor jogador do mundo pela FIFA. De fato, foi a última vez que um jogador brasileiro exerceu o papel de protagonista no futebol europeu.

Kaká passou por uma via-crúcis de lesões e cirurgias. Ronaldinho Gaúcho entrou em declínio técnico e anímico e acabou retornando ao Brasil. Robinho nunca confirmou ser o jogador que todos esperavam. Adriano deu mais o que falar por suas atuações fora de campo. O ocaso de nossas estrelas na Europa se torna ainda mais evidente quando se constata que o principal jogador brasileiro em atividade é um garoto de 19 anos, que ainda atua pelo futebol brasileiro: Neymar.

O que não significa, é claro, que não haja brasileiros atuando em alto nível no futebol europeu. Dificilmente teremos algum representante na eleição dos melhores do mundo, mas certamente alguns dos destaques da última temporada são brasileiros. Tivemos o artilheiro do campeonato português, o melhor jogador do futebol italiano e um integrante da equipe que joga o melhor futebol do mundo.

PLACAR pediu a 15 jornalistas brasileiros e europeus que elegessem os melhores brasileiros da temporada europeia 2010/11. A exemplo do que já ocorrera na temporada anterior, é possível notar uma mudança de eixo: salvo algumas exceções, os melhores brasileiros já não são meias ou atacantes, e sim jogadores de defesa. Os dez mais votados estão nas próximas páginas.

Colégio eleitoral: Alessandro De Calò (Gazzetta dello Sport), Arnaldo Ribeiro (ESPN), Boris Bogdanov (Sport Express), Fabian Torres Naufal (Marca), Gian Oddi (iG), Hitesh Ratna (Four Four Two), John Baete (Foot Magazine), José Manuel Freitas (A Bola), Jorge Luiz Rodrigues (O Globo), Lédio Carmona (SporTV), Marcelo Barreto (SporTV), Mauro Beting (Rede Bandeirantes), Paul Simpson (Champions Magazine), Rodrigo Bueno (Folha de S.Paulo), Sérgio Xavier (Placar)

10. Nenê, atacante, 29 anos, Paris Saint-Germain, 56 jogos, 21 gols


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O futebol francês certamente não está entre os mais vistos (ou vistosos) da Europa. Mas quem acompanha a Ligue 1 sabe que há algum tempo o meia-atacante Nenê, ex-Santos, é um dos destaques da competição. Principal contratação do Paris Saint-Germain para esta temporada, foi o artilheiro da equipe na competição. Não à toa, o clube parisiense voltou a frequentar a parte de cima da tabela.

“Um dos protagonistas do Milan. Sua obra de arte foram os dois gols no derby contra a Inter.”

Alessandro de Calò, redator-chefe da Gazzeta dello Sport

9. Pato, Atacante, 21 anos, Milan, 32 jogos, 16 gols

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É possível um jogador sofrer três lesões em uma única temporada e ainda ser considerado um dos destaques de seu time? Foi o que fez Alexandre Pato no Milan. Mais forte e maduro, o atacante não se intimidou com a chegada de Robinho e Ibrahimovic. Garantiu seu lugar entre os titulares, comprovou ser um ótimo finalizador com 16 gols em 32 jogos e fincou de vez o pé na seleção de Mano Menezes. Ah, se não fossem as contusões…

8. Hernanes, Meia, 25 anos, Lazio, 36 jogos, 12 gols


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Se a Lazio foi a sensação do primeiro turno do Campeonato Italiano, quando chegou a liderar a competição, parte do sucesso deve ser creditada a Hernanes. Escalado como meia, com liberdade para chegar ao ataque, ele rapidamente se tornou a referência de um elenco carente de grandes nomes.

No segundo turno o time perdeu fôlego, mas a arrancada inicial foi suficiente para garantir uma vaga na Liga Europa – o melhor resultado desde a temporada 2006/07.

Com rápida adaptação ao estilo italiano, marcou 11 gols na Serie A. Sua temporada só não foi perfeita porque desperdiçou sua chance na seleção, ao ser expulso no amistoso contra a França. Depois disso, não foi mais lembrado por Mano Menezes.


“Ele conseguiu, quase sozinho, salvar o Málaga do rebaixamento com seus gols.”

Hitesh Ratna, editor da revista Four Four Two

7. Júlio Baptista, Meia, 29 anos, Málaga, 18 jogos, 9 gols


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A presença de Júlio Baptista em uma lista de melhores da temporada pode ser surpreendente. Afinal, ele foi uma das presenças mais contestadas da seleção de Dunga, em 2010, e teve um início de temporada desastroso na Roma, quando amargou longo período na reserva.

Tudo mudou quando foi anunciado como uma das contratações da janela do Málaga, em janeiro, assim que o clube foi comprado por um xeque do Catar. E em 11 partidas pelo clube ele marcou nada menos que nove gols – oito deles numa sequência de seis jogos cruciais para a manutenção da equipe na primeira divisão da Liga Espanhola, após várias rodadas na lanterna.

Seu ciclo na seleção parece ter chegado ao fim, mas o meia mostrou que ainda é capaz de atuar em grande nível na Europa.

“Antes tido como leve e afoito demais, mostrou-se à altura dos desafios da temporada.”

Paul Simpson, editor da revista Champions

6. Lucas Leiva, Volante, 24 anos, Liverpool, 46 jogos, 1 gol


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Desde 2007 no Liverpool, Lucas nunca havia conseguido demonstrar no clube inglês a mesma regularidade que lhe garantiu a conquista da Bola de Ouro de PLACAR em 2006. Mesmo nas temporadas em que o clube fez boas campanhas no Campeonato Inglês e na Liga dos Campeões, ele oscilava demais e estava longe de ser uma unanimidade.

Pois Lucas conseguiu sobressair-se em uma temporada turbulenta do Liverpool, em que o clube cambaleou no Inglês e na Liga Europa. Ganhou confiança, conquistou de vez a posição e supriu a ausência do capitão Steven Gerrard, que se lesionou no início deste ano. E ainda se tornou um dos homens de confiança do meio-campo de Mano Menezes.

“Numa defesa e num campeonato de poucos nomes badalados, foi um monstro.”

Rodrigo Bueno, editor da Folha de S.Paulo

5. Marcelo, Lateral-esquerdo, 23 anos, Real Madrid, 50 jogos, 5 gols


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Poucos clubes no mundo têm um ambiente de cobrança como o do Real Madrid. Com uma torcida exigente e sedenta por uma hegemonia continental, o gigante europeu vive dias difíceis, em que contratações milionárias não têm sido suficientes para ofuscar o brilho do rival Barcelona.

Alheio a isso, Marcelo fez da quinta temporada pelo Real Madrid sua melhor na Europa. Sob o comando de Mourinho, evoluiu no posicionamento – embora ainda seja melhor no apoio que na defesa – e marcou seus golzinhos. Apesar disso, seu temperamento parece não ser compatível com o de Mano Menezes, com quem já trocou farpas publicamente.

“Aproveitou como poucos a chance de jogar com Mourinho. Melhorou como lateral ofensivo e aprendeu a defender. Tornou-se completo.”

Lédio Carmona, comentarista do SporTV

4. Thiago Silva, Zagueiro, 26 anos, Milan, 41 jogos, 1 gol


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Seria uma injustiça dizer que o primeiro ano de Thiago Silva foi ruim. Pelo contrário: suas atuações na temporada 2009/10 já haviam lhe garantido uma vaga na seleção que foi à África do Sul. Mas o desempenho do Milan, carente de uma urgente renovação, em nada ajudava. Nesta temporada, porém, os rossoneri fizeram uma excelente campanha no Italiano. Extremamente técnico, Thiago Silva foi um dos grandes destaques do time. Eleito o melhor jogador da temporada na Itália, ele conseguiu se destacar em um país que sabe valorizar a posição de zagueiro. E isso tudo ocupando um lugar que foi de ninguém menos que Paolo Maldini. Não é pouca coisa.

“Joga no melhor time do planeta dos últimos 40 anos. E é um lateral que parece ponta. Recuperou-se de uma Copa decepcionante.”

Mauro Beting, comentarista da Rede Bandeirantes

3. Daniel Alves, Lateral-direito, 28 anos, Barcelona, 51 jogos, 4 gols


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Na Copa 2010, Daniel Alves era tido como uma espécie de 12º jogador da seleção de Dunga: a lateral direita era de Maicon, mas era preciso encontrar um lugar para ele no time. Um ano depois, é praticamente impossível encontrar uma equipe em que ele não tenha lugar. Não é por acaso que Daniel Alves é hoje titular da seleção de Mano Menezes e, muito provavelmente, o melhor lateral-direito do mundo.

Com excelente visão tática, passes precisos e muito vigor físico, ele é uma das peças fundamentais de um dos maiores times de todos os tempos – o Barcelona multicampeão de Guardiola. Se os quatro gols que ele marcou em 51 jogos pelo Barcelona na temporada não são suficientes para impressionar, as 17 assistências certamente são.

“Hulk fez uma temporada fantástica. Domina a bola nos pés, arranca, dá assistências e finaliza bem. É um jogador completo.”

John Baete, editor da revista Foot Magazine


2. Hulk, Atacante, 24 anos, Porto, 50 jogos, 35 gols


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O apelido de Hulk pode parecer jocoso, fazer com que se subestimem seus superpoderes. Mas Hulk foi realmente um super-herói para o Porto nesta temporada. Com impressionantes 23 gols em 26 jogos, foi protagonista do título português invicto, jogando a temporada inteira em alto nível.

Forte, com excelente poder de finalização, é sempre perigoso, jogando pelo meio ou pela ponta. E, além de tudo, não é fominha: se Falcao Garcia marcou tantos gols na Liga Europa, deve em parte à grande forma de Hulk. Passou a ser cobiçado pelos grandes europeus e teve algumas oportunidades na seleção – embora ainda precise provar que tem estofo para ser o sucessor de Luís Fabiano.

“O futebol inglês está boquiaberto com um zagueiro que conjuga a energia defensiva tão venerada pelos torcedores locais com o desejo latino de jogar bola.”

Duncan Castles, jornalista do Sunday Times

1. David Luiz, Zagueiro, 24 anos, Chelsea, 34 jogos, 2 gols


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Nas praias de Salvador, ele era “Macarrão”. Em Lisboa, virou “Sideshow Bob”, personagem dos Simpsons. Em Londres, tornou-se “Valderrama”. Na temporada 2009/10, quando atuava pelo Benfica e era praticamente desconhecido no Brasil, já havia sido eleito o melhor jogador do Campeonato Português. Em janeiro deste ano, desembarcou em Londres por 21,3 milhões de libras – o valor mais caro já pago por um zagueiro brasileiro.

O desafio de jogar na principal liga do planeta, por um dos maiores clubes do mundo, não intimidou David Luiz. Não é à toa que hoje ele é titular da seleção e um dos melhores do mundo. Há quem garanta que, se ele pudesse ser inscrito para a fase final da Liga dos Campeões, a sorte do Chelsea na competição teria sido outra. Se a enorme cabeleira ajuda David Luiz a chamar atenção, seu futebol sustenta o foco.

“Deixou de ser o outro zagueiro brasileiro do Benfica para virar titular do Chelsea e da seleção.”

Marcelo Barreto, jornalista do SporTV

Menções honrosas

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Alex, Fábio e Sandro

Alex: aos 32 anos, continua decisivo no Fenerbahçe. Fez 27 gols em 32 jogosenções honrosas; Fábio: versátil, especialmente na reta final da temporada, e Sandro: sem muito alarde, conquistou seu espaço no Tottenham e na seleção.

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Robinho e Douglas Costa

Robinho: enfim uma temporada para comemorar na Europa, com gols e título italiano e Douglas Costa: destacou-se entre os brasileiros do Shakhtar na Liga dos Campeões.

Quem teve uma temporada para esquecer

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Kaká e Adriano

Kaká: as seguidas lesões foram implacáveis com o craque. Pouco jogou, e Adriano: fez cinco jogos pela Roma, não marcou nenhum gol e voltou ao Brasil.

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Gomes, Diego e Luis Fabiano

Gomes: do céu ao inferno. Firmou-se no Tottenham, mas falhou na reta final, Diego: no Wolfsburg, não chegou nem perto do sucesso dos tempos de Werder Bremen e Luis Fabiano: cobiçado pelo Milan, mas foi atrapalhado por lesões e voltou ao São Paulo.


(Reportagem de Jonas Oliveira publicada originalmente na edição de junho de 2011 da revista Placar)

20/12/2010

às 15:00 \ Tema Livre

Torcida do Corinthians pode esquecer Tevez

Os corinthianos que sonhavam com a volta do grande Carlitos Tevez ao time diante da relutância do presidente Andrés Sanchez quanto à contratação do “Imperador” Adriano podem tirar o cavalinho da chuva.

A fera do Manchester City, o argentino que foi considerado o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2005, conquistado pelo Corinthians, desistiu de ser negociado e vai cumprir até o final, em 2014, seu contrato com o clube britânico controlado pelo bilionáro xeque de Abu Dhabi, Mansour bin Zayed al Nhyan.

Leia reportagem a respeito.

15/12/2010

às 13:20 \ Tema Livre

O Palmeiras pode estar fazendo um favorzão ao Corinthians

Se se confirmar mesmo que a diretoria do Palmeiras cobriu a proposta do Corinthians para a contratação do atacante Adriano, o “Imperador”, por uma temporada — 500 mil mensais mensais, contra 400 mil do pacote corinthiano –, o alviverde do Parque Antártica estará fazendo um grande favor, desses quase impagáveis, ao seu maior rival.

O dinheiro que o Corinthians imagina oferecer a Adriano teria certamente resultados maiores — em gols e junto à torcida — se servisse para trazer, mesmo por empréstimo, o ainda ídolo Carlitos Tevez, hoje às turras com o Manchester City inglês.

 

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