Clique e assine com 88% de desconto

Giro Veja: A licença de Moro e a avaliação do governo Bolsonaro

Sergio Moro ficará afastado do cargo do dia 15 ao dia 19 de julho

Por Da Redação - Atualizado em 8 jul 2019, 17h08 - Publicado em 8 jul 2019, 17h07
Sergio Moro, o atual Ministro da Justiça, anunciou que irá tirar cinco dias de licença não-remunerada para tratar de “assuntos particulares”. Segundo o Diário Oficial, o afastamento do ministro dura do dia 15 de julho até o dia 19 e acontece em meio a um período conturbado, com a divulgação de diálogos entre Moro e procuradores da Lava Jato, feita pelo site The Intercept Brasil em parceria com VEJA.
Na edição da semana passada, VEJA revelou conversas inéditas que mostram que Moro avisou Dallagnol que o Ministério Público Federal havia esquecido de incluir uma prova que reforçaria a acusação contra envolvidos na Lava Jato. A reportagem também analisou 649.551 mensagens do ministro, chegando à conclusão de que o juiz da Lava Jato cometeu irregularidades à frente do processo.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que a licença de Moro é prevista por lei. “Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então, está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria do ministério. Mas, segundo um auxiliar da pasta não tem a ver com o cenário atual de pressão sobre Moro, já que estava sendo negociada desde que o ministro assumiu o cargo.
O ‘Giro VEJA’ desta segunda-feira (8) também comenta a nova avaliação do governo Bolsonaro feita pelo Datafolha, que o aponta como o presidente com a pior avaliação desde a gestão do ex-presidente Collor: 33% dos entrevistados consideram a gestão do atual presidente como ruim ou péssima. 33% dos entrevistados avaliam seu governo como bom ou ótimo, 32% o consideram regular e cerca de 2% não souberam ou não responderam. Na pesquisa de abril, o índice de ruim ou péssimo para o governo de Bolsonaro era de 30%.
Publicidade