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Variante Ômicron se espalha mais rápido, mas não se apresentou mais letal

Médica sul-africana que tratou de pacientes contaminados com vírus que sofreu mutações diz que eles tiveram "sintomas leves"

Por Hugo Marques 28 nov 2021, 15h42

A variante do coronavírus Ômicron está se espalhando pelo planeta. Pelo menos 13 passageiros que chegaram à Holanda na sexta-feira, vindos da África do Sul, teriam sido contaminados pela nova cepa. Eles estavam entre 600 passageiros que chegaram a Amsterdã na sexta, em dois voos.

A Europa já tem dezenas de casos confirmados de contaminação, mas é da África do Sul que começam a chegar notícias não muito negativas sobre a variante.

Ao mesmo tempo em que contaminaria as pessoas com mais velocidade em relação à variante Delta, por exemplo, o que poderia lotar os hospitais com mais rapidez, a nova mutação ainda não teria se apresentado como um vírus de maior letalidade.

A agência internacional France Presse entrevistou a médica sul-africana Angelique Coetzee, que é presidente da Associação Médica da África do Sul, e que atendeu três dezenas de pacientes infectados pela Ômicron. Ela disse que os contaminados apresentaram “sintomas leves” da doença. A maioria eram homens na faixa de até 40 anos de idade e quase a metade estava vacinada. Eles sofrem de fadiga, dores musculares, coceira na garganta e tosse seca, segundo a médica ouvida pela agência. “O que os levou a me consultar foi grande cansaço” – disse Angelique à AFP. 

A agência internacional Reuters informou sobre a existência de casos de coronavírus do tipo Ômicron na Dinamarca e na Austrália. Na Holanda, a expectativa é que haja mais contaminados. “Não é improvável que mais casos apareçam na Holanda”, disse o ministro da Saúde, Hugo de Jonge, em entrevista coletiva em Rotterdam. “Esta pode ser a ponta do iceberg.”

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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, inaugura unidade de saúde reprodução/Reprodução

No Brasil, o governo anunciou o fechamento das fronteiras aéreas para 10 países da África. O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que uma portaria entra em vigor amanhã com as medidas de fechamento de fronteiras aéreas.

VEJA telefonou o para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mas a pessoa que atendeu o telefone pediu para ligar para a assessoria do Ministério da Saúde, que hoje está fechado. Queiroga esteve neste sábado, 27, no Rio Grande do Sul, inaugurando unidades de saúde. O próprio ministro não toma os cuidados necessários para a proliferação da doença. Queiroga estava de máscara, mas algumas pessoas que participaram da solenidade ao seu lado não usavam a proteção, entre elas o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).

Marcelo Queiroga usou suas redes sociais para mandar uma mensagem à população: “Gostaria de tranquilizar todos os brasileiros porque os cuidados com essa variante são os mesmos cuidados com as outras variantes. E a principal arma que nós temos para enfrentar essa situação é a nossa campanha de imunização”, disse o ministro.

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