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Vacina da Pfizer pode ser armazenada em geladeiras comuns por até 1 mês

Decisão da Agência Europeia de Medicamentos estende o prazo de armazenamento do imunizante entre 2 a 8°C de 5 para 31 dias

Por Giulia Vidale Atualizado em 18 Maio 2021, 12h56 - Publicado em 17 Maio 2021, 12h08

O comitê de medicamentos humanos da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) estendeu o prazo de armazenamento da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech em temperatura normal, entre 2°C e 8°C – como a de geladeiras comuns –, de cinco para 31 dias. A alteração facilitará o manuseio da vacina em centros de vacinação em toda a União Europeia.

“Espera-se que o aumento da flexibilidade no armazenamento e manuseio da vacina tenha um impacto significativo no planejamento e na logística da implantação da vacina nos Estados-Membros da União Europeia”, disse a agência em comunicado. A mudança vale para frascos descongelados e fechados.

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A Comirnaty, nome oficial da vacina da Pfizer-BioNTech, tem prazo de validade de até seis meses quando armazenada em temperatura ultrafria, de -75°C, o que dificulta sua distribuição, já que equipamentos com essas características de armazenamento não estão amplamente disponíveis no mundo. Nos últimos meses, a Pfizer e a BioNTech buscam encontrar soluções para ampliar a distribuição da vacina.

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No Brasil, a Anvisa permite que a vacina seja guardada a -20ºC por até duas semanas. Mas, em temperatura normal, o período de armazenamento é de até cinco dias. Por isso, até o momento, o imunizante está disponível apenas nas capitais do país. Se a decisão da EMA for seguida pela Anvisa, será mais fácil ampliar o acesso a essa vacina pelo país.

Na última sexta-feira, 14, o Brasil fechou um novo acordo para a compra de mais 100 milhões de doses do imunizante, totalizando 200 milhões de vacinas negociadas entre a Pfizer e o governo brasileiro.

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