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Consumo de substância do chocolate amargo pode retardar envelhecimento biológico, indica pesquisa

Estudo se debruçou em exames de diferentes populações e mostrou uma associação da teobromina com marcas no DNA relacionadas à longevidade

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 dez 2025, 09h30 • Atualizado em 2 jan 2026, 08h52
  • Uma doce notícia para fechar o ano. Ou melhor, não tão doce, mas pra lá de saudável. Um componente do cacau e, por extensão, encontrado em maior quantidade no chocolate amargo, foi associado a um envelhecimento mais lento no nível celular.

    A descoberta vem de um engenhoso experimento capitaneado pelo King’s College London, na Inglaterra. Os cientistas constataram que pessoas com índices mais altos de teobromina no sangue – a substância está presente no cacau, mas também dá as caras no café e em alguns tipos de chá – apresentavam marcas epigenéticas ligadas a um ritmo biológico mais propício à longevidade.

    Os tais marcadores epigenéticos se referem a alterações na expressão de genes desencadeadas por hábitos de vida ou mudanças ambientais – é como se algumas atitudes ao longo do tempo pudessem acionar ou desativar interruptores moleculares nas células, moldando a forma como elas irão se comportar dali em diante.

    Na pesquisa, publicada no periódico Aging, o grupo baseado em Londres identificou uma associação entre níveis elevados da teobromina do cacau no sangue e fenômenos bioquímicos que influenciam o ritmo de trabalho das células e o envelhecimento biológico – tais como a metilação do DNA e o tamanho dos telômeros, as extremidades dos cromossomos.

    E eles chegaram a essa conclusão após analisar exames e dados de duas populações europeias. Primeiro, checaram os resultados colhidos entre mais de 500 mulheres que são acompanhadas em um estudo britânico. Depois, confirmaram os achados entre 1 160 homens e mulheres monitorados na Alemanha.

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    Um dos principais marcadores que foi alvo do trabalho – uma espécie de “relógio epigenético” – ajuda a prever o risco de doenças relacionadas à idade e morte prematura. Pois entre as pessoas que ostentavam maiores taxas de teobromina na circulação seus “ponteiros” rodavam de forma mais lenta, minimizando o desgaste do corpo e a exposição a problemas de saúde.

    Os estudiosos testaram seis compostos encontrados no cacau e no café. Nenhum deles teve efeito tão significativo quanto a teobromina. Inclusive, sua atuação se revelou independente de outras substâncias frequentemente ligadas a benefícios, como a cafeína.

    Os autores da investigação ressaltaram que a descoberta não deve ser encarada como uma recomendação para comer mais chocolate, mas sublinham que os resultados reforçam a tese de que componentes vegetais teriam um papel na promoção do envelhecimento saudável.

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    Como a teobromina vem do cacau, pode-se presumir que as vantagens mapeadas pelo experimento britânico sejam mais facilmente obtidas com o chocolate amargo (a partir de 60% de cacau), inclusive pelo fato de ele carregar menos açúcar, um nutriente cujo excesso é relacionado a doenças crônicas.

     

     

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