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Poluição atmosférica pode aumentar risco de AVC mesmo em dias em que a qualidade do ar é considerada ‘regular’

Pesquisa observou que riscos do problema aumentam em mais de 30% em relação a dias com qualidade boa do ar

Por Da Redação 14 fev 2012, 09h28

A poluição do ar, mesmo em níveis considerados seguros pelos órgãos ambientais, pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em até 34%, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira no periódico Archives of Internal Medicine. O estudo, feito por pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, nos Estados Unidos, indicou que os problemas de saúde estão especialmente ligados aos poluentes emitidos por carros e caminhões.

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QUALIDADE DO AR

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), os padrões de qualidade do ar definem o limite máximo da concentração de poluentes na atmosfera. Esses padrões, no Brasil, foram estabelecidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). De acordo com essa classificação, a qualidade do ar pode ser indicada como como boa (sem riscos à saúde); regular (algums riscos para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, mas sem riscos à população em geral); inadequada (população em geral pode apresentar sintomas como tosse seca e ardor nos olhos); má (população pode apresentar piora nesses sintomas); e péssima (riscos à saúde para toda a população e risco de morte prematura para crianças e idosos).

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram mais de 1.700 pacientes que haviam procurado algum hospital de Boston logo após terem sofrido um derrame cerebral entre os anos de 1999 e 2008. Eles cruzaram informações sobre quando os primeiros sintomas de AVC foram sentidos pelos pacientes e as medições da qualidade do ar naquele momento e naquele lugar.

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Resultados- Os pesquisadores concluíram que o risco de derrame era 34% maior em pessoas que haviam sido expostas a poluentes quando a qualidade do ar era considerada regular em comparação com a exposição em dias em que a qualidade era boa. As maiores chances de AVC foram registradas em um período entre 12 e 14 horas após o contato com a poluição.

Os autores do estudo também observaram que os casos de AVC estavam significativamente ligados à exposição ao carbono negro e ao dióxido de nitrogênio, dois poluentes associados ao tráfego de carros e caminhões. Esse dado, segundo os pesquisadores, sugere que a poluição provocada pelos veículos é particularmente importante no risco desse de acidente vascular cerebral .

Para os cientistas, o fato de haver prejuízos à saúde com a exposição a poluentes, mesmo quando a qualidade do ar é considerada regular, deve fazer com que os órgãos ambientais dos países reforcem essas informações à população.

Classificação – No Brasil, de acordo com a página da internet da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a qualidade do ar ‘regular’ é definida com índice de 51 a 100, que é semelhante ao aplicado nos Estados Unidos e nessa pesquisa. A CETESB indica que qualidade regular significa que “pessoas de grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada”.

A CETESB recomenda que, em dias de concentração alta de poluentes ou em dias de umidade relativa do ar baixa, as pessoas tomem certos cuidados para evitar problemas como os respiratórios, ressecamento da pele e irritação nos olhos. O órgão indica que as pessoas evitem atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, umidifiquem os ambientes com vaporizadores e toalhas molhadas, por exemplo, sempre que possível permaneçam fora da exposição ao sol, evitem aglomerações em ambientes fechados, usem colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e bebam muita água.

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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