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Por que a dor de ouvido é mais frequente em crianças?

Especialista esclarece o que está por trás da otite, que perturba a qualidade de vida dos pequenos sobretudo nesta época do ano

Por Kátia de Oliveira* 7 jul 2025, 07h25 •
  • As crianças têm dores de ouvido com mais frequência que os adultos, e isso ocorre por fatores anatômicos, imunológicos e comportamentais. Na maioria das vezes, a principal causa é a infecção de ouvido, a chamada otite, mas é importante avaliar, pois a dor também pode vir como sintoma associado a um resfriado ou gripe, em razão da proximidade com as áreas inflamadas, como nariz e garganta.

    A otite média aguda é o tipo de otite que mais gera atendimentos em urgência pediátrica e a maior justificativa de prescrição de antibiótico na infância. Trata-se de uma infecção dentro da caixa timpânica causada por vírus ou bactérias, que em 80% dos casos acomete bebês na faixa dos 6 meses aos 24 meses.

    Nas crianças, as vias aéreas são mais exíguas e a tuba auditiva, que liga o ouvido à porção posterior do nariz, é mais curta e horizontalizada, o que favorece o intercâmbio de secreções e micro-organismos entre essas áreas.

    Consequentemente, as infecções de ouvido e respiratórias são mais frequentes, principalmente entre os pequenos que já vão a escolas ou creches, onde há maior exposição viral.

    No período da infância, o sistema imunológico ainda está imaturo e isso também contribui para mais quadros respiratórios e mais chances de dores de ouvido. Temos ainda fatores comportamentais que podem influenciar.

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    Se o bebê tomar a mamadeira deitado, o líquido pode escorrer para a tuba digestiva e causar otite, ao mesmo tempo em que o uso constante da chupeta pode facilitar o acúmulo de secreção no ouvido.

    É preciso ainda ter cuidado com a exposição ao vento e ao frio, que podem fazer com que os músculos e tecidos do canal auditivo se contraiam e fiquem  mais sensíveis e doloridos.

    A fumaça do tabaco é mais um fator de risco, pois pode irritar as mucosas do ouvido da criança e predispor a  infecções.

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    Outro processo inflamatório é a otite externa, que acomete a pele na área de fora do tímpano e pode causar dor intensa, o que às vezes confunde o diagnóstico. O quadro geralmente é causado por condições bacterianas ou fúngicas e alguns dos facilitadores são a água da piscina ou do mar, o manuseio dos ouvidos com os dedos ou cotonetes.

    Apesar de a dor intensa no ouvido ser o principal sintoma das otites, é importante observar todos os sinais de alerta, especialmente em crianças menores, como febre alta, irritabilidade ou choro frequente, dificuldade para dormir por não encontrar uma posição confortável, puxar ou coçar as orelhas, perda de apetite e prostração.

    É desaconselhado adotar medidas caseiras, como colocar leite de peito, azeite ou outro tipo de gotas no canal auditivo.

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    Para amenizar a dor de ouvido, os pais podem dar analgésicos ou antitérmicos já de uso da criança, mas é muito importante que busquem uma urgência pediátrica ou de otorrinolaringologia para avaliação. Dessa forma, o médico poderá indicar o melhor tratamento, que poderá envolver o uso de um antibiótico oral ou tópico.

    Um cuidado essencial para prevenir quadros de otite é manter a caderneta de vacinação em dia, especialmente as vacinas Pneumocócica, Haemophilus influenzae tipo B e a da Gripe.

    A otite pode causar perda auditiva e até complicações mais graves, especialmente nas crianças. Mais um motivo para tratá-la corretamente.

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    * Kátia Virgínia Correia de Oliveira é médica otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco

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