Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Meu filho é trans

Os transgêneros fazem parte do cotidiano brasileiro, e já não se pode fingir que não existem, apenas por não combinarem com o padrão

Por Giulia Vidale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
12 out 2017, 19h01

As cenas com a atriz Carol Duarte na pele do extraordinário personagem transgênero ultrapassou por mais de uma vez os  40 pontos de Ibope em A Força do Querer, novela da Globo. Na próxima sexta-feira (20), a trama chega ao fim – termina a ficção, mas de modo algum o tema que ajudou a iluminar, comprovação da excelência do faro da autora Glória Perez.

Os transgêneros fazem parte do cotidiano brasileiro, e já não se pode fingir que não existem, apenas por não combinarem com o padrão. Nem são muitos – 0,5% da população mundial –, mas a dificuldade de aceitação os faz envoltos em preconceito e um mar de dúvidas. Na idade adulta, invariavelmente resulta em isolamento social. Na infância, pode ser ainda mais dramático, se não for bem compreendido.

VEJA acompanhou durante semanas o cotidiano de famílias em que há meninas que não se enxergam no corpo feminino e meninos que não estão confortáveis com o corpo masculino – conversou também com pais de transgêneros já crescidos. Alguns são realmente pequenos, de apenas 6 anos de idade. Da conversa com psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e educadores, brota um retrato nem sempre muito nítido. Há mais cuidado, hoje – e a novela é constatação desse avanço –, mas as dificuldades de relacionamento são imensas.

Como freio para o sofrimento, de modo a oferecer um pouco de luz na escuridão, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou recentemente um manual que pretende assegurar o atendimento e o acompanhamento correto de crianças e adolescentes com sinais de transtorno de gênero na rede de saúde. Em maio deste ano, a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, entrevistou 29 responsáveis por crianças e adolescentes trans de  7 e 18 anos para saber como eles lidaram com a condição do filho, sobretudo no início da descoberta.

Enxergar como pais e filhos lidam com isso é flagrar a história em seu berço. É também um modo de, aos poucos, ainda que lentamente, barrar a intolerância.

Continua após a publicidade

 

Assine agora o site para ler na íntegra esta reportagem e tenha acesso a todas as edições de VEJA:

Ou adquira a edição desta semana para iOS e Android.
Aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.