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Jejum intermitente: devo realmente fazer?

O método oferece duas alternativas populares: jejum diário (16:8) e jejum de dias alternados (5:2). Mas especialistas não recomendam nenhuma das práticas

Por Redação 24 out 2019, 17h23 | Atualizado em 24 out 2019, 18h06
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Na luta contra a balança, cada pessoa tem o seu método favorito para perder peso. Entre as dietas mais populares do momento está o jejum intermitente, que consiste em restringir a quantidade de tempo durante o dia em que é possível comer. Uma das vantagens da dieta é não precisar cortar alimentos, pode-se comer de tudo. Para quem escolhe o jejum intermitente, há dois possíveis caminhos: utilizar o método 5:2 ou 16:8.

No método 5:2 é possível comer normalmente durante cinco dias na semana e fazer jejum em dois dias, que devem ser alternados. Nos dias em que a alimentação é restrita, só é permitido comer 500 calorias por dia de jejum. Já no método 16:8, as pessoas fazem jejum todos os dias durante 16 horas, nas oito restante é permitido comer qualquer alimento. 

Apesar de parecer uma boa forma de controlar o peso, alguns especialistas criticam a dieta. “As pessoas estão pedindo por problemas e podem ficar doente”, comentou Christopher Sciamanna, do Centro Médico Milton S. Hershey, nos Estados Unidos. em comunicado.

Perigos

Segundo ele, a maioria das pessoas não consegue manter essa dieta porque o corpo não aguenta passar tanto tempo sem comer, ainda mais quando precisa fazer as atividades diárias como se estivesse na rotina alimentar normal. Esse é especialmente o problema com a versão 5:2. Além disso, esse método também promove perda da massa muscular e óssea. Isso pode comprometer os resultados a longo prazo, pois o músculo é o principal responsável pela queima de calorias.

Já o método do jejum diário – o mais popular entre quem pratica o jejum intermitente – pode ser benéfico para quem tem diabetes, pois ajuda a combater a resistência insulínica. “Estudos mostram que a presença da insulina é o sinal para armazenar calorias como gordura; portanto, em teoria, se o seu nível de insulina for menor ao longo do dia, isso poderá ser suficiente para perder peso por si só”, explicou Sciamanna. 

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Ainda assim. ele ressalta que existem poucas evidências que comprovem a segurança da dieta em longo prazo, seja para quem tem diabetes ou para quem é saudável. “Se você vai fazer algo que não foi muito estudado, saiba que está sendo uma cobaia, e eu não acho que seja uma boa ideia”, alertou.

O que fazer?

De acordo com Sciamanna, a melhor forma de perder peso e manter um alimentação balanceada, com redução de calorias de forma saudável e que possa ser sustentada a longo prazo. Dessa forma, o corpo recebe a energia que precisa ao mesmo tempo em que a pessoa consegue emagrecer. A recomendação é baseada em estudos mostrando que os resultados do jejum intermitente são semelhantes para outras formas de dietas tradicionais.

Vale lembrar que antes de iniciar qualquer tipo de dieta é importante consultar um especialista.

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