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Fiocruz vai comprar da Índia doses prontas da vacina de Oxford-Astrazeneca

Fundação mantém acordo com universidade britânica para fabricar imunizante, mas quer acelerar vacinação

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 17 mar 2021, 12h08 - Publicado em 3 jan 2021, 19h45

A Fundação Oswaldo Cruz, responsável pela fabricação da vacina de Oxford-Astrazeneca no Brasil anunciou, neste domingo, 3, que irá comprar doses prontas do imunizante do Instituto Serum, da Índia. A informação foi antecipada pelo Radar Econômico neste sábado, 2, que teve acesso à solicitação da Fiocruz à Anvisa para importar 2 milhões de doses.

“A busca por doses prontas da vacina contra a Covid-19 sempre esteve na pauta das tratativas com a farmacêutica Astrazeneca. Em reunião realizada recentemente com o Ministério da Saúde e a Fiocruz, a Astrazeneca apresentou o cenário atual e a viabilidade de entregar ao governo brasileiro doses prontas de modo a antecipar o início da vacinação e reduzir os graves problemas causados pela pandemia”, afirmou a Fiocruz, em nota.

No dia 30 de dezembro, a vacina obteve registro no Reino Unido, o que, segundo a Fundação, abriu caminho para acelerar a vacinação no Brasil. No total, dois milhões de doses serão importadas, conforme já autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A Fiocruz também anunciou que o pedido de autorização emergencial da vacina será formalizado à Anvisa nessa semana. “A estratégia é contribuir com o início da vacinação ainda em janeiro com as doses importadas e, ao mesmo tempo, dar início à produção, de acordo com o cronograma já amplamente divulgado. O pedido de registro definitivo está mantido para 15 de janeiro e a chegada dos primeiros lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) está prevista para janeiro”, informou.

O Plano Nacional de Imunização prevê a entrega de 110,4 milhões de doses, pela instituição. tendo início em 8 de fevereiro. A previsão é que a Ficoruz fabrique outros 110 milhões de doses ao longo do segundo semestre de 2021, incorporando a tecnologia desenvolvida na universidade de Oxford, seguindo o acordo internacional com a universidade britânica e com a Astrazeneca.

O imunizante tem eficácia que varia entre 62 e 95%, de acordo com a publicação médica, The Lancet. A vacina de Oxford-Astrazeneca é a principal aposta do governo brasileiro para imunizar a população neste ano.

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