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Exigência de passaporte da vacina aumenta imunização na Europa e em Israel

Este é o resultado obtido por pesquisa inglesa após comparar índices de imunização antes e depois da obrigatoriedade de apresentação do documento

Por Simone Blanes Atualizado em 14 dez 2021, 12h00 - Publicado em 14 dez 2021, 11h55

A exigência do passaporte de vacinação contra a Covid-19 para frequentar locais públicos aumentou a adesão à vacina em países desenvolvidos com a cobertura vacinal abaixo da média. É o que mostra um estudo da Universidade Oxford sobre o impacto da introdução do documento em seis países publicado na revista The Lancet Public Health, na noite de segunda-feira, 13.

Dos seis países avaliados, a condição levou a um aumento de imunização na França, Israel, Itália e Suíça, que possuem índices abaixo da média mundial. Já na Alemanha, onde a cobertura vacinal era alta e na Dinamarca, onde o fornecimento da vacina foi escasso, não houve efeito significativo. “Observamos um aumento da vacinação, 20 dias antes da implementação da medida, com um efeito que durou ao menos até 40 dias depois”, disse Melinda Mills, diretora do Leverhulme Center for Demographic Science, da Universidade Oxford e principal autora da pesquisa. “Aumentar à adesão aos imunizantes é crucial para proteger os indivíduos imunizados e romper as cadeias de infecção na comunidade”, acrescentou.

De acordo com os pesquisadores, mesmo as políticas de exigência do comprovante vacinal terem sido implementadas para evitar a disseminação do vírus, colaborou para incentivar a imunização, diminuindo a hesitação de pessoas que se recusam ou demoram para tomar a vacina. O levantamento observou ainda que o aumento na aceitação foi mais pronunciado no público jovem. Quando as restrições foram aplicadas a casas noturnas e eventos na Suíça, por exemplo, o maior crescimento da vacinação ocorreu entre pessoas com menos de 20 anos. “O aumento nas aplicações foi maior para os menores de 30 anos após a adoção da certificação. Restrições de acesso a certos lugares foram associados com a elevação das aplicações entre menores de 20 anos”, afirmou Melinda.

Na França, os cientistas calculam que 3,8 milhões de pessoas a mais se vacinaram até três semanas antes de o passaporte ser exigido e 4,8 milhões nas três semanas seguintes à exigência pelo comprovante. Na Itália, esses números chegaram a 2,5 milhões antes e 1,5 milhões, depois. Na Suíça, menos populosa, alcançaram a 153 mil pessoas vacinadas antes da adoção da medida e 413 mil até 20 dias depois, tendência semelhante a observada em Israel, só que mais concentrada após a medida entrar em vigor. “Sabemos que certos grupos têm menor adesão à vacina do que outros e pode ser que a certificação seja uma forma útil de encorajar grupos complacentes com a vacina, como os jovens e homens, para serem vacinados”, disse Tobias Rüttenauer, coautor do estudo. “No entanto, o passaporte vacinal por si só não é uma solução mágica para melhorar a aceitação da vacina e deve ser usado junto aoutras políticas como campanhas de vacinas direcionadas e diálogo comunitário para gerar mais compreensão sobre a importância das vacinas”, completou.

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