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Covid-19: vacina da Pfizer é 91% eficaz por pelo menos seis meses

Empresa também anunciou que seu imunizante protege contra variante da África do Sul

Por Mariana Rosário Atualizado em 1 abr 2021, 21h03 - Publicado em 1 abr 2021, 09h43

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram nesta quinta-feira, 1º, que seu antígeno é 91% eficaz por pelo menos seis meses após a aplicação da segunda dose. O mesmo comunicado também informa que o medicamento tem total proteção contra a variante da África do Sul.

Ainda que o prazo de seis meses pareça curto, é importante lembrar que os estudos estão em andamento e previsões mais longas de tempo podem surgir conforme os participantes das análises sigam em análise.

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O estudo levou em conta 927 casos sintomáticos confirmados no grupo de voluntários do desenvolvimento do fármaco. Do total, 850 estavam no grupo placebo e 77 nos que receberam a vacina, o que chega ao patamar de 91,3% de eficácia. Os casos graves — 35 do total — foram aferidos somente no grupo placebo.

Na África do Sul, onde circula uma variante específica, todos os nove casos confirmados estavam no grupo placebo. O comunicado da empresa informa que “nenhuma preocupação séria de segurança foi observada nos participantes do ensaio até seis meses após a segunda dose” e que a segurança da vacina foi aferida em mais de 44.000 participantes com 16 anos ou mais. O acompanhamento ao longo de seis meses se deu em um grupo de 12.000 pessoas.

A vacina da Pfizer e da BioNTech tem registro total junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O que significa que poderá ser aplicada na população assim que as doses estejam disponíveis no país. O Ministério da Saúde comprou, neste 2021, 100 milhões de doses do antígeno que estão previstos para chegar a partir de abril. A maior parte da entrega, porém, se concentrará no segundo semestre do ano.

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