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Covid-19: Ministério da Saúde muda divulgação de dados da pandemia

Nas redes sociais, informações diárias sobre óbitos foram substituídos pelo chamado "placar da vida", com destaque ao número de recuperados

Por Da Redação Atualizado em 4 jun 2024, 14h02 - Publicado em 6 jul 2020, 12h28
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  • Movimentação da região da 25 de Março no centro de São Paulo após a reabertura do comércio na cidade
    Movimentação da região da 25 de Março no centro de São Paulo após a reabertura do comércio na cidade (Kaio Lakaio/VEJA)

    Mais uma vez, o Ministério da Saúde mostra dificuldades na divulgação dos números da pandemia da Covid-19, publicados diariamente pelas secretarias de saúde em suas redes sociais. Desde o dia 18 de maio, a pasta não publica mais os dados de mortes diárias em decorrência da doença, nem o seu número acumulado — que, de acordo com o último boletim, divulgado na noite de domingo, 5, totalizavam 64.867 óbitos.

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    As informações oferecidas diariamente por meio de um boletim dão destaque ao acúmulo de recuperados (906.286 curados) e em acompanhamento (632.902 pacientes). O número de infectados totais (1.603.055 pessoas) também é informado, junto de um ranking onde o Brasil aparece como segundo país com mais registros da doença em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA). Já em relação ao número de óbitos, a pasta utiliza outra metodologia e informa os índices por milhão de habitantes. Deste modo, o país aparece em 15º no ranking mundial de mortalidade pela doença.

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    A título de comparação, na mesma plataforma utilizada pela pasta da saúde para fazer os cálculos proporcionais por habitantes, o Worldometers, se comparados os números absolutos em todo o mundo, o Brasil aparece treze patamares acima, em segundo lugar, atrás apenas dos EUA.

    Ainda que os dados de mortes estejam indisponíveis nas redes sociais, a pasta ainda os oferece por meio de uma lista de WhatsApp com transmissão para jornalistas e por meio do painel oficial.

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    Apagão de dados

    Esta não é a primeira vez que a pasta da saúde deixa de oferecer dados vitais para o acompanhamento da doença no país. Os problemas iniciaram-se após a saída do ministro Nelson Teich, há 52 dias e ainda sem substituto nomeado oficialmente. O caso mais emblemático ocorreu no início de junho, quando os boletins diários começaram a ser lançados com sucessivos atrasos (inicialmente, os dados eram publicados todos os dias às 19h, mas passaram à sair às 22h). Além disso, o painel oficial sobre o avanço da doença ficou fora do ar por dois dias e, quando retomado, estava totalmente descaracterizado. Faltavam dados sobre óbitos gerais, diagnósticos positivos em todo o período, gráficos que apontavam o avanço diário, entre outras informações relevantes. O problema foi posteriormente solucionado.

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    Após estes problemas, alguns portais dispuseram-se a informar os dados, um deles é mantido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

    Procurado para comentar a mudança nas divulgações, o Ministério da Saúde afirmou que vem “aprimorando as ferramentas de informação e análise sobre Covid-19. E todas as informações referentes ao coronavírus estão sendo divulgadas nos diversos canais da pasta”.

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    “O Ministério da Saúde informa que tem publicado diariamente em suas redes sociais o ‘Painel Coronavírus’. Por meio dele, as pessoas são direcionadas para a página covid.saude.gov.br, que conta todas as informações sobre a situação da doença no país, além de terem acesso ao site do susanalitico.saude.gov.br, que traz o detalhamento sobre a distribuição de casos e óbitos no país”, diz a nota enviada a VEJA.

    Além disso, a pasta afirmou que sua lista de transmissão conta com mais de 500 jornalistas que recebem o boletim de casos e óbitos tão logo ele é atualizado. “A pasta, assim, vem garantindo transparência sobre os dados disponíveis sobre a doença e sua distribuição em território nacional”, pontuam.

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