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Covid-19: mais de 80% dos pacientes estão recuperados no Brasil

O país se tornou o primeiro em número de recuperados em todo o mundo, seguido da Índia, dos Estados Unidos e da Rússia

Por Da Redação Atualizado em 3 set 2020, 20h24 - Publicado em 3 set 2020, 20h11

Nesta quinta-feira, 4, o Brasil alcançou o índice de mais 80% de pessoas recuperadas da Covid-19, de acordo com relatório do Ministério da Saúde. O país se tornou o primeiro em número absoluto de recuperados em todo o mundo, seguido da Índia, dos Estados Unidos e da Rússia. Globalmente, 17.347.345 de pessoas se recuperaram da doença, sendo 3.387.309 no Brasil, segundo ranking da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Proporcionalmente, a Rússia tem 81,9% de recuperados, a Índia 77% e os EUA 36,3%.

O diagnóstico e o tratamento precoce são apontados como os principais fatores para a alta taxa. “O atendimento médico precoce está salvando vidas, aumentando as chances de recuperação e diminuindo a ocorrência de casos graves e, consequentemente, o número de internações e de óbitos pela doença”, disse o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Em junho, o Ministério da Saúde alterou a recomendação e passou a testar também casos leves da doença. Inicialmente, o exame só era realizado em pessoas internadas com sintomas graves. Para manter o alto índice de recuperados, o ministério reforça a importância de procurar assistência médica imediatamente em caso de febre a partir de 37,8º, dor de cabeça, cansaço ou perda de olfato e de paladar.  Ao longo da pandemia, evidências médicas demonstraram que a demora pela busca de atendimento pode agravar os casos, que dificulta a reversão do estado clínico do paciente.

O número de recuperados no Brasil é estimado por um cálculo que leva em consideração os registros de casos e óbitos confirmados para Covid-19, reportados pelas secretarias estaduais de saúde, e o número de pacientes hospitalizados registrados no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe.

Atualmente, o Brasil tem 4.041.638 casos e 124.614 mortos registrados pela doença. Nesta quinta-feira, 3, a média móvel de novas notificações da doença foi de 39.824,6 e a de novos óbitos de 857,4. A média móvel semanal é calculada a partir da soma do número de casos e mortes nos últimos sete dias, dividida por sete, número de dias do período contabilizado – o que permite uma melhor avaliação ao anular variações diárias no registro e envio de dados pelos órgãos públicos de saúde, problema que ocorre principalmente aos finais de semana.

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