Covas: médicos avaliam reação ao 2° ciclo da quimio para considerar alta

Os efeitos desse tipo de terapia são cumulativos. Os trombos estão sob controle, mas o coágulo formado na ponta do cateter não desapareceu

Por Adriana Dias Lopes - 12 nov 2019, 12h32

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), começou hoje, às 8 horas da manhã, o segundo ciclo de quimioterapia para o tratamento de um câncer na cárdia, região de transição entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado e nos linfonodos. A sessão terá a duração de trinta horas.

Desde que foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 23 de outubro, Covas não teve alta. O motivo não foi a quimioterapia, mas a formação de coágulos em seu organismo – no átrio direito, a cavidade do coração que recebe o sangue venoso, e no cateter usado na quimioterapia. Os trombos estão sob controle  mas o coágulo localizado na ponta do cateter ainda não desapareceu. A medicação, que era intravenosa, passou a ser por via subcutânea.

Para definir a alta, os médicos vão analisar a reação do prefeito ao segundo ciclo quimioterápico — os efeitos desse tipo de terapia são cumulativos. Ou seja, podem ser piores na segunda sessão. Covas não teve reação no primeiro ciclo.

O prefeito está sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar, que inclui o infectologista David Uip e o cardiologista Roberto Kalil.

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