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Coronavírus: cientistas apontam possível hospedeiro da infecção

Mamífero ameaçado de extinção teria sido ponte para a transmissão do vírus entre morcegos e seres humanos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2020, 12h37 | Atualizado em 5 jun 2026, 09h39
Coronavírus: cientistas apontam possível hospedeiro da infecção Priorizar nos meus resultados Google

Pesquisadores chineses apontam que o único mamífero com escamas, chamado pangolim, pode ter sido o hospedeiro intermediário do novo coronavírus, que já matou mais de 630 pessoas na China.

Acredita-se que o bicho teria sido ponte para o vírus entre morcegos, os portadores iniciais, e seres humanos. Em um comunicado, a Universidade Agrícola do Sul da China apontou que “esta descoberta será de grande importância para controle e prevenção da origem [do novo coronavírus]”.

De acordo com a ONG World Wildlife Fund (WWF), o pangolim é um dos animais mais traficados na Ásia e está ameaçado de extinção, ainda que protegido por leis internacionais. Na região, sua carne é considerada uma iguaria e as escamas têm diversos usos na medicina tradicional. Acredita-se que a epidemia tenha começado em um mercado na cidade de Wuhan, na província de Hubei. O local vendia animais silvestres ainda vivos.

Especialistas em saúde acreditam que morcegos devem ter sido os primeiros reservatórios dos vírus. A transmissão para humanos, no entanto, pode ter ocorrido por meio de outras espécies.

No estudo, a sequência do genoma do novo coronavírus encontrado nos pangolins é 99% idêntico ao encontrado em pessoas infectadas, informou a agência de notícias chinesa Xinhua. O texto ainda ressalta que a pesquisa aponta para o pangolim como “o intermediário direto mais provável”.

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Apesar das evidências, a conclusão ainda é incerta. Dirk Pfeiffer, professor de veterinária na Universidade de Medicina de Hong Kong, alerta que esse estudo ainda está distante de comprovar que os pangolins foram transmissores do vírus.

“Você só pode tirar conclusões mais definitivas se comparar a prevalência [do coronavírus] entre espécies diferentes com base em amostras representativas, o que essas quase certamente não são”, afirmou Pfeiffer.

Pfeiffer ressalta que ainda é necessário estabelecer um vínculo entre os seres humanos e os mercados de alimentos, em Wuhan, onde acredita-se que foi o ponto de partida da infecção.

(com Reuters)

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