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Aspirina pode diminuir perda de capacidade mental entre idosos

Cientistas de universidade na Suécia medicaram 129 mulheres, entre 70 e 92 anos, com ácido acetilsalicílico para a prevenção de doenças cardíacas. O medicamento também ajudou a proteger o cérebro

Por Da Redação 24 out 2012, 11h50

Um estudo sueco publicado no British Medical Journal Open sugere que uma dose diária de um quarto de aspirina pode reduzir o declínio da capacidade mental de pessoas idosas com riscos cardiovasculares. Para chegar ao resultado, pesquisadores da Universidade de Gotemburgo observaram alterações na capacidade intelectual de 681 mulheres idosas com risco elevado de sofrer de ataque cardíaco, espasmos vasculares ou derrame. As pessoas que participaram da avaliação têm entre 70 e 92 anos.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Does low-dose acetylsalicylic acid prevent cognitive decline in women with high cardiovascular risk? A 5-year follow-up of a non-demented population-based cohort of Swedish elderly women

Onde foi divulgada: British Medical Journal Open

Quem fez: Silke Kern, Ingmar Skoog, Svante Östling, Jürgen Kern, Anne Börjesson-Hanson

Instituição: Universidade de Gotemburgo, Suécia

Dados de amostragem: 681 mulheres entre 70 e 92 anos

Resultado: A pesquisa sugere que, além de ser utilizada para a prevenção de doenças cardíacas, uma pequena dose diária de aspirina também pode diminuir a perda de capacidade mental numa população idosa.

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Uma dose diária de ácido acetilsalicílico (aspirina) foi dada a 129 das 681 mulheres que participaram da pesquisa para a prevenção de doenças cardíacas. Segundo o estudo, é comum em muitos países tratar pessoas com risco de desenvolver doenças cardíacas com uma pequena dose diária de ácido acetilsalicílico. Só que a medicação também revelou ter amenizado a perda de funções mentais nas pacientes que tomaram aspirina.

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“Ao final de cinco anos de exames periódicos, a capacidade mental tinha diminuído entre todas as mulheres e a parcela que sofreu de demência foi igualmente alta em todo o grupo. Só que o declínio da capacidade mental ocorreu de forma mais lenta e amena entre as que receberam ácido acetilsalicílico”, diz Silke Kern, pesquisadora da Sahlgrenska Academy, da Universidade de Gotemburgo. Para medir a capacidade mental das mulheres, foram realizados testes de memória e de linguagem, ao longo dos cinco anos de duração da pesquisa.

Apesar dos resultados, Silke Kern ressalta que o estudo é observacional e que mais testes são necessários para confirmar o efeito da aspirina sobre a capacidade mental. “Os resultados indicam que o ácido acetilsalicílico pode proteger o cérebro, pelo menos em mulheres com alto risco de ataque cardíaco ou de derrame”, diz Kern. “No entanto, não sabemos os efeitos a longo prazo no caso de um tratamento de rotina e certamente não queremos encorajar a automedicação de idosos com aspirina”, conclui.

Agora, a equipe de Gotemburgo dará início a um acompanhamento de mais cinco anos, com as mesmas mulheres.

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DEMÊNCIA

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