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Anvisa proíbe comercialização e uso de duas marcas de azeite

Agência considerou denúncia do Ministério da Agricultura e Pecuária de que os produtos têm origem desconhecida; saiba como evitar azeites irregulares

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 Maio 2025, 12h48 | Atualizado em 6 jun 2026, 16h29
Anvisa proíbe comercialização e uso de duas marcas de azeite Priorizar nos meus resultados Google

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução proibindo a fabricação, comercialização e uso de azeites das marcas Quintas D’Oliveira e Alonso. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 20, é válida para todos os lotes dos produtos disponíveis em território nacional.

A agência levou em consideração denúncia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de que os produtos têm origem desconhecida. Na publicação, a Anvisa destaca que as empresas responsáveis são desconhecidas assim como o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) delas.

A resolução prevê ainda a proibição da importação, distribuição e propaganda dos produtos. “Tais produtos apresentam nas suas rotulagens, como embaladora, a empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. – 00.808.890/0001-04, CNPJ inexistente na base de dados da Receita Federal do Brasil”, informou a Anvisa. De acordo com a publicação, foram realizadas ações de fiscalização em Vigilância Sanitária com apreensões.

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A reportagem de VEJA solicitou um posicionamento da empresa e aguarda retorno.

Marcas já tinham sido denunciadas

As marcas Quintas D’Oliveira e Alonso já tinham sido alvo de ações do Mapa em outubro do ano passado, quando 12 marcas de azeite foram apontadas como fraudadas e impróprias para consumo.

Na ocasião, o ministério emitiu um alerta de risco aos consumidores após a realização de testes físico-químicos com amostras de produtos coletados em fiscalizações. Houve casos de presença de óleos vegetais não identificados na composição dos azeites.

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“Algumas das empresas responsáveis por essas marcas estão com CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, o que reforça a suspeita de fraude. A comercialização desses produtos configura uma infração grave, e os estabelecimentos que continuarem a vendê-los poderão ser responsabilizados”, informou à época. As duas marcas proibidas pela Anvisa se enquadravam como inaptas junto à Receita Federal.

Como evitar azeites irregulares

O Ministério da Agricultura e Pecuária dá orientações para que os consumidores comprem azeites de boa procedência e sem riscos à saúde:

  • Desconfie sempre de preços abaixo da média
  • Se possível verifique se a empresa está registrada no Mapa
  • Confira a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa
  •  Não compre azeite a granel
  • Esteja atento à data de validade e aos ingredientes contidos
  • Opte por produtos com a data de envase mais recente
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