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Anvisa manda recolher lotes de fórmula infantil da Nestlé por excesso de iodo e selênio

Anvisa determinou o recolhimento de dez lotes do Alfamino 400g por excesso de micronutrientes; Nestlé atribui o caso a erro de conversão de dados

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 12h31 • Atualizado em 12 fev 2026, 15h52
  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dez lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, produzida pela Nestlé, após identificar concentrações de selênio e iodo acima dos limites estabelecidos pelas normas sanitárias. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

    O que foi identificado

    De acordo com a Anvisa, análises laboratoriais detectaram:

    • Selênio: 31,1 microgramas por 100 kcal
    • Iodo: 175,7 microgramas por 100 kcal

    Lotes atingidos

    O recolhimento envolve os seguintes lotes do Alfamino 400g:

    • 50310017Y2
    • 51060017Y1
    • 50720017Y1
    • 50710017Y4
    • 50290017Y1
    • 50280017Y2
    • 43510017Y1
    • 43480017Y2
    • 43110017Y2
    • 41730017Y2
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    Os valores superam os parâmetros definidos para fórmulas infantis destinadas a lactentes e crianças na primeira infância com necessidades dietoterápicas específicas, grupo que inclui produtos isentos de lactose e formulados à base de aminoácidos livres, como é o caso do Alfamino.

    Por se tratar de um alimento voltado a bebês com condições clínicas específicas, a composição nutricional deve obedecer a critérios rigorosos. Alterações na concentração de micronutrientes podem representar risco, especialmente nessa faixa etária, em que o metabolismo e os sistemas orgânicos ainda estão em desenvolvimento.

    O excesso de iodo é conhecido por provocar disfunções na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo. Já o excesso de selênio pode causar problemas gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos e diarreia.

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    Nestlé alega erro de conversão

    Procurada pela reportagem, a Nestlé afirmou que foi surpreendida pela medida e que está em contato com a Anvisa para prestar esclarecimentos.

    Segundo a empresa, os valores apontados pela agência decorrem de um erro de conversão na declaração da unidade de medida nos laudos apresentados à agência sanitária. Onde constava selênio de 31,1 microgramas por 100 kcal e iodo de 175,7 microgramas por 100 kcal, os números corretos seriam, de acordo com a companhia, 3,11 microgramas por 100 kcal e 17,57 microgramas por 100 kcal, respectivamente.

    A Nestlé sustenta que, considerados os valores corretos, os níveis estão dentro dos limites previstos na legislação e afirma que seus produtos atendem aos parâmetros regulatórios.

     

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