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"Quer dizer que agora não vou mais ser paquerada,pois isso pode ser configurado como assédio sexual?", escreveu Maria Carmen Del Bel Tunes, de Americana, SP

Por Da Redação Atualizado em 31 jan 2018, 16h07 - Publicado em 12 jan 2018, 06h00

Assuntos mais comentados

  • O novo código de conduta entre os sexos (capa)
  • O julgamento de Lula e seus destinos possíveis
  • Artigo “É o que temos”, de J.R. Guzzo
  • Depoimento de Margareth Basílio Shepard (Primeira Pessoa)
  • Cesar Cielo (Entrevista)

Novo código de conduta

Oportuna, e ao mesmo tempo desoladora, a reportagem “Não, senhores, não pode mais” (10 de janeiro). Atuo em RH. As conversas individuais, confidenciais e pessoais fazem parte do meu trabalho, que leva em conta reuniões com essas características para estreitar laços na obtenção de algo que se chama confiança. E é com base na confiança que desenvolvemos a liderança. Não me parece razoável eu convidar uma terceira pessoa para uma conversa com um executivo de negócio pelo fato de ele ser homem e eu, uma mulher. Na prática, vejo que meus colegas homens vão continuar sendo maioria nas posições de diretoria, dado que eles continuarão trocando informações relevantes em almoços e bate-papos informais, somente entre eles… Será muito “arriscado”, segundo a política de algumas empresas, chamar mulheres para fazer isso. Espero com fervor que a próxima geração avance para uma etapa em que se possa agir sem cautela nesse aspecto, porque esse já será um tema superado e ninguém tentará tirar vantagem sob coerção de nenhuma espécie, principalmente sexual.
Lucelia Vegi
Por e-mail

Daqui a pouco pedir alguém em namoro vai ser assédio. A vida neste planetinha tá ficando chata. Fala sério!
Carlos Humberto Scigliano
Ilhéus, BA

Alguns homens gostam de ser comparados aos “trogloditas” — é um motivo de orgulho para eles, como se isso fizesse da sua condição de macho um ser superior. Mas, como mostrou VEJA, esse comportamento está sendo varrido. Subjugar uma mulher aos caprichos de uma insana satisfação, hoje, pode acarretar dissabores àqueles que não querem ter seu nome estampado na mídia, sempre tão atenta às distorções do comportamento de incautos e indesejados indivíduos, ou em algum tribunal, por assédio sexual. Se foi preciso uma lei (“o assédio é crime previsto no Código Penal desde 2001”) para dar às mulheres o direito de ir e vir em liberdade, e sem nenhum constrangimento, então, cadeia para quem transgredir esse conquistado direito.
Mirna Machado
Guarulhos, SP

Quer dizer que agora não vou mais ser paquerada, pois isso pode ser configurado como assédio sexual? E os emojis já foram atualizados para não caracterizar assédio sexual? Sai coração, beijo… para a entrada de emojis representando apenas um abraço, aperto de mão, obrigado… sem emoção. Enfim, haja chatice, haja depressão, haja idiotice!
Maria Carmen Del Bel Tunes
Americana, SP

A mulher consegue distinguir a falta de respeito em uma cantada ou a delícia de receber um olhar de admiração. Homens, aprendam com as mulheres e evoluam!
Kátia Azevêdo
Natal, RN


Julgamento de Lula

Que o dia 24 de janeiro seja um marco para a história do Brasil e consolide de vez que a justiça tarda, mas não falha — se bem que o próprio réu, Lula, queria que ela viesse da forma mais tardia possível. Quem não deve não teme (“Entre a cadeia e o Planalto”, 10 de janeiro)!
Nilton Miranda
Goiânia (GO), via tablet

O Brasil que busca igualmente um futuro promissor para todos deseja que a saída para o labirinto de Lula seja a sua condenação por unanimidade.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

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J.R. Guzzo

Sensacional o artigo “É o que temos” (10 de janeiro), do fantástico J.R. Guz­zo. Esse é o mais verdadeiro texto que li nos últimos meses, relatando as promessas mentirosas do ex-presidente Lula e de sua sucessora, Dilma. Parabéns por nos relembrar isso.
Angela Ribeiro Barbosa
Presidente Prudente, SP

Assim como um “Velho do Restelo”, ouso contradizer dizeres contidos no brilhante artigo “É o que temos”, de J.R. Guzzo. Claro está que, não por seu conteúdo, mas porque a mim me pareceu grave injustiça comparar a enorme camarilha que “tantos desastres” a nós determinou com homens que, vá lá, por “vã cobiça” ou ainda pela “glória de mandar”, se lançaram em tão salgada aventura, arriscando a vida, e não poucos a perdendo (note­-se que das treze “naoos” que compunham a armada lusitana, apenas cinco regressaram). Perder um mindinho não é de fato morrer em Calicute.
José Aparecido de Moura
São José dos Campos, SP


Margareth Basílio Shepard

Para que possa se concretizar o desejo de Margareth Basílio Shepard — a primeira vereadora brasileira eleita nos Estados Unidos — de que os brasileiros honestos ingressem na política, precisamos antes transformar o exercício de cargos eletivos em prova de patriotismo, pelo sacrifício exigido, diferentemente do que ele hoje significa: ostentação de poder, altas remunerações e privilégios, sem cobrança efetiva de contrapartida (“‘Não deixei de ser faxineira’”, Primeira Pessoa, 10 de janeiro).
Flaudecy de Oliveira Manhães
Campos dos Goytacazes (RJ), via smartphone


Cesar Cielo

Experiente - Diz o nadador Cesar Cielo: “Tenho várias ideias de como tornar a natação mais atrativa para o público” Paulo Vitale/VEJA

A entrevista com Cesar Cielo (“ ‘A minha parte eu fiz’ ”, 10 de janeiro) prova que ele é um vencedor que sabe quando parar na água e continuar em terra, já que a biologia representa um limite para todas as atividades humanas. Acerta em cheio quando afirma que o esporte deve estar ligado à educação e a noções de saúde; que não basta jogar uma bola para que tanto pobres quanto ricos se chutem numa aula ou no recreio. Por fim, a má administração e a corrupção devem ser banidas em todas as atividades do país.
Alberto Cleiman
Rio de Janeiro, RJ


Coaching

A Associação Brasileira de Coaches (Abracoaches), em resposta à reportagem “Aula para ser ‘o cara’ ” (3 de janeiro), esclarece que coaching não é adivinhação, não é show, não é milagre. É um processo sério, realizado por profissionais muito bem preparados. Infelizmente, no Brasil, muitos aventureiros e profissionais despreparados se intitulam coaches e isso confunde o mercado. Nos Estados Unidos e em outros países, o coaching é reconhecido e respeitado por seus resultados. Segundo o jornal Executive Channel, mais de 40% dos executivos americanos já passaram pelo processo. Pesquisas mostram que 88% das empresas do Reino Unido o utilizam. Trabalhamos para que o profissionalismo e a seriedade prevaleçam aqui também.
Renata Lemos
Diretoria da Associação Brasileira de Coaches (Abracoaches)
Belo Horizonte, MG


Correção: ao contrário do que foi publicado na Entrevista (10 de janeiro) com o nadador paulista Cesar Cielo, ele ainda é o recordista mundial dos 100 metros nado livre. A marca foi obtida no Mundial de Natação de 2009, em Roma. Cielo acumula, portanto, os recordes nas provas mais rápidas das piscinas: os 100 metros (46s91) e os 50 metros (20s91) nado livre.

Publicado em VEJA de 17 de janeiro de 2018, edição nº 2565

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