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Will Bank: como a liquidação do banco digital eleva pressões sobre o STF

Liquidação do braço digital do Master aprofunda crise financeira e política, enquanto a atuação do Supremo amplia o desgaste institucional

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 16h54 •
  • A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, braço digital do Banco Master, acrescentou um novo e sensível capítulo à crise que envolve a instituição financeira. O movimento reforça o diagnóstico de deterioração financeira do grupo e ocorre em um momento de forte tensão política e institucional, com reflexos diretos no Supremo Tribunal Federal, responsável por decisões que embasam as investigações em curso (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O tema foi analisado no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, com comentários do editor José Benedito da Silva. Segundo ele, a crise do Banco Master deixou de ser apenas um problema financeiro e passou a afetar diretamente o ambiente político e a imagem do Judiciário.

    Por que o Banco Central decidiu liquidar o Will Bank?

    De acordo com o Banco Central, a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação financeira da empresa. Um dos pontos centrais foi a interrupção de pagamentos à Mastercard, sinal claro de incapacidade de honrar compromissos básicos. Após já ter decretado a liquidação do Banco Master, o BC optou inicialmente por preservar o braço digital, apostando na possibilidade de venda ou transferência de controle, o que não se concretizou.

    O Banco Central tentou evitar esse desfecho?

    José Benedito avalia que o BC agiu com cautela antes de adotar a medida extrema. O Will Bank foi colocado em regime especial de administração justamente para ganhar tempo e atrair possíveis interessados no mercado. Com o agravamento da crise e a ausência de compradores, a liquidação passou a ser vista como inevitável.

    Como o caso financeiro chega ao Supremo?

    A investigação envolvendo o Banco Master está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que marcou para a próxima semana os depoimentos dos envolvidos. A condução do caso tem sido alvo de críticas internas e externas, ampliando a tensão dentro da Corte e levantando questionamentos sobre a atuação do tribunal em um ano eleitoral.

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    Por que a atuação do STF virou um problema político?

    Segundo José Benedito, o Supremo já estaria no centro do debate eleitoral em 2026 por temas como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, os julgamentos dos atos de 8 de janeiro e as investigações sobre tentativa de golpe. A crise do Banco Master e a atuação considerada controversa de ministros apenas intensificam a exposição do tribunal em um ambiente político já polarizado.

    Qual é o papel do presidente do STF nesse cenário?

    O presidente da Corte, Edson Fachin, antecipou o retorno de suas férias para conversar com colegas e tentar conter o desgaste institucional. Segundo o editor, Fachin assumiu o comando do STF em um dos momentos mais conturbados da história recente do tribunal e agora enfrenta o desafio de preservar sua imagem em meio a pressões crescentes.

    A atuação de outros ministros pesa nesse desgaste?

    Além de Toffoli, episódios envolvendo o ministro Alexandre de Moraes também contribuíram para o desconforto interno. Decisões e iniciativas recentes ampliaram críticas e alimentaram a percepção de atuação controversa da Corte, reforçando a ideia de que, em política institucional, não basta ser correto — é preciso também parecer correto.

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    Fachin ainda aposta em mudanças internas?

    José Benedito lembra que Fachin chegou a cogitar a criação de um código de conduta para os ministros, mas avalia que a prioridade agora é reduzir danos e atravessar o período eleitoral com o menor desgaste possível. A estratégia, neste momento, é preservar o tribunal diante de uma agenda que promete novos conflitos e questionamentos.

    O que a crise revela sobre o Banco Central?

    Para o editor, a atuação do Banco Central no caso reforça a imagem de firmeza da autoridade monetária. Mesmo sob questionamentos e investigações paralelas, o BC manteve uma postura cautelosa inicialmente e, diante do agravamento do quadro, agiu com rigor. A liquidação do Will Bank, na avaliação de José Benedito, seguiu o manual esperado de uma autoridade reguladora diante de uma crise sistêmica.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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