Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Wagner desmente Dilma e voa sozinho em jato da FAB

Por Da Redação 22 mar 2016, 20h31

Um dia depois de ser empossado no novo cargo de ministro-chefe do Gabinete Pessoal da presidente da República, Jaques Wagner desmentiu palavras da chefe Dilma Rousseff. Conforme registros oficiais, Wagner fez a Força Aérea Brasileira (FAB) decolar neste fim de semana, por duas vezes, jatinhos apenas para ele viajar entre Brasília (DF) e Salvador (BA), onde mora. O ministro embarcou sozinho para casa na noite de sexta-feira e voltou à capital federal, também em voo privê, na manhã de domingo. O motivo declarado: razões de “segurança” – algo incomum nos registros da Aeronáutica, embora dentro das regras do governo.

Na quinta-feira, Jaques Wagner não chegou a tempo de participar da cerimônia de posse ao lado do ex-presidente Lula, seu substituto na Casa Civil. No evento, receberia um cargo inédito, criado para que ele, também citado na Operação Lava Jato, mantivesse o foro privilegiado depois de ceder lugar a Lula. A posse foi antecipada pelo Palácio do Planalto, e Wagner estava em Salvador. Com o constrangimento, Dilma justificou na cerimônia que ele teve um contratempo e se atrasou porque “só andava em avião de carreira” e não viajava em jatinhos do Grupo de Transporte Especial da FAB.

A explicação de Dilma também não procede. Wagner já havia viajado em jatinhos da FAB antes, acompanhado de assessores ou sozinho, a serviço do governo. Como ministro da Defesa, por exemplo, ele viajou sem mais ninguém a bordo nas asas da FAB, entre Brasília e Salvador, nos dias 8 e 9 de março do ano passado, segundo dados da Aeronáutica. Menos de um mês depois a farra ficaria mais restrita.

Em abril do ano passado, o site de VEJA revelou que ministros de Dilma costumavam embarcar em aeronaves da Força Aérea sem mais nenhum passageiro a bordo apenas para voltarem para casa – um gasto 44 vezes superior ao custo de um voo comercial. Atualmente na Educação, o ministro Aloizio Mercadante, antecessor de Wagner na Casa Civil, havia feito um voo desses durante as férias. Depois da veiculação da reportagem, a Presidência da República correu para baixar um decreto e proibiu os ministros de requisitarem os jatinhos com justificativa de retorno a suas “residências”. Alguns então, passaram a agendar atividades de trabalho em suas cidades às sextas-feiras.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês