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Sob ataque, STF vai reforçar segurança armada e monitoramento anti-hacker

Desde os atos de oito de janeiro, estoque de armamento não letal também foi recomposto e ampliado

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
22 jul 2023, 15h38

Com seus ministros sob intenso ataque de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reforçar medidas de segurança para os magistrados e abriu pregão para a contratação específica de equipes de guarda-costas armados para atuarem no estado do Paraná, onde vivem familiares de Edson Fachin, e locação de veículos blindados de representação para Rio de Janeiro, onde Luís Roberto Barroso e Luiz Fux têm família. Também pretende gastar até 3,9 milhões de reais para monitoramento e segurança contra ataques hackers.

Para a contratação de serviços de monitoramento, operação, controle e segurança cibernética, o STF quer que a empresa vencedora da licitação esteja apta para uma devassa completa em seu ambiente computacional, identifique vulnerabilidades que possam facilitar o acesso de invasores a dados confidenciais e a sistemas internos e monitore ininterruptamente dados do tribunal para detectar e debelar ataques hackers.

Ao custo máximo de 1 milhão de reais, o Supremo também pretende contratar segurança pessoal armada no Paraná para acompanhar tanto o ministro Edson Fachin quanto seus familiares e outros integrantes da Corte que porventura cumpram agenda no estado. Além da escolta, os guarda-costas farão varreduras para identificar eventuais objetos plantados nos carros dos ministros. No caso dos carros blindados a serem alugados no Rio, a ideia é que o tribunal desembolse cerca de 365 mil reais para ter à disposição veículos novos e com quilometragem livre.

Desde que o tribunal se tornou o alvo número um da fúria dos manifestantes que depredaram Brasília no dia 8 de janeiro, a Corte já havia reforçado o estoque de armamento não letal para conter protestos mais extremados e hoje mais de 40 seguranças com armas de fogo estão designados para fazer a escolta dos ministros. A rotina da maior parte dos magistrados é espartana, já que qualquer exposição pode resultar em hostilidades como as que aconteceram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes, admoestado por uma família de brasileiros no aeroporto internacional de Roma.

A presidente Rosa Weber e a ministra Cármen Lúcia, por exemplo, praticamente não têm vida social, Luís Roberto Barroso diz sair com “uma procissão de seguranças” até para atividades comezinhas, Edson Fachin faz caminhadas escoltado e interrompeu antigos passeios de Fusca, e o decano Gilmar Mendes, que por anos foi o destinatário do maior número de importunações públicas, hoje frequenta preferencialmente eventos privados.

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