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PR indicará Blairo Maggi para Ministério dos Transportes

Nome será levado à presidente Dilma Rousseff; ex-ministro Alfredo Nascimento participou da escolha ao lado de líderes do partido - em reunião secreta

Por Luciana Marques 7 jul 2011, 17h14

O PR vai indicar o nome do senador Blairo Maggi (PR-MT) para ocupar a vaga deixada por Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes. A decisão ocorreu após reunião entre Maggi, o ex-ministro Nascimento e os líderes do PR no Senado, Magno Malta (ES), e na Câmara, Lincoln Portela (MG), na tarde desta quinta-feira. O encontro durou duas horas e foi realizado de forma reservada – sem horário e local divulgados – para evitar a presença de jornalistas. Nascimento deixou o cargo na esteira do escândalo provocado pela revelação, feita por VEJA, de um esquema de corrupção operado na pasta.

“Neste momento, o Maggi é o nome mais forte e seria natural que o partido o indicasse. Ele fará uma avalição sobre isso e levaremos a questão para a presidente Dilma”, afirmou Portela. Segundo o deputado, ainda não há data para um provável encontro no Palácio do Planalto. Dilma cumpre agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira.

A reunião com a presidente deve ocorrer sem a presença de Nascimento e do deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), envolvidos no esquema de pagamento de propina revelado por VEJA. De acordo com Portela, o ex-ministro está muito chateado com a situação e disse aos correligionários que vai provar sua inocência no caso. Nascimento colocou seus sigilos fiscal e bancário à disposição e pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigasse as denúncias contra ele.

Risco – Petistas ouvidos pelo site de VEJA aprovaram a indicação de Maggi e disseram que seria natural que a presidente Dilma aprovasse o nome, já que ela gosta do senador. O problema seria apenas sua ligação com o diretor-geral afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot.

Como o então diretor é uma indicação de Maggi, a escolha do senador ao cargo poderia configurar um risco ao governo. O senador, aliás, criticou em reunião no Palácio do Planalto nesta quarta-feira a demissão de Pagot. Revoltado, Maggi chegou a ameaçar deixar o apoio ao governo nesta quinta-feira.

“Ele é rico, ninguém vai falar que ele vai para o ministério para roubar”, avalia um senador. Maggi é um empresário bem-sucedido no ramo do agronegócio. A assessoria do senador diz que ele viajou para Cuiabá (MT) às 16h.

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