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Por bom humor, Haddad foge de temas incômodos

Depois de sobrevoar a cidade de helicóptero, candidato do PT visita zona leste de São Paulo e evita responder sobre greves e mensalão

Por Da Redação - 9 jul 2012, 13h45

Depois de passar boa parte da manhã desta segunda-feira sobrevoando São Paulo em um helicóptero, o candidato petista a prefeito da capital paulista Fernando Haddad fez um breve pouso para tomar café expresso com queijo quente em uma padaria de Itaquera, na zona leste. Lá ele falou sobre o lado pitoresco da campanha, que já inclui conselhos de realejo e previsões astrológicas. Evitou, no entanto, temas sérios, como o mensalão do PT. Segundo o candidato, para haver paz nos próximos 90 dias será preciso ter bom humor.

O evento de campanha em Itaquera foi esvaziado. A previsão era de que o candidato fizesse um passeio pelo Parque do Carmo, mas a programação mudou para um café da manhã no bairro. Apesar do céu azul, Haddad alegou que a caminhada foi cancelada em função do mau tempo.

Na calçada em frente à padaria, Haddad riu ao ser questionado sobre a inclusão de previsões de uma astróloga em seu site oficial após o aviso de um realejo, domingo, em Ermelino Matarazzo, de que é “necessário que evites a companhia de certas pessoas que tratam de inclinar-te para o mal”. O recado do papagaio do realejo foi logo associado ao apoio do ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e a coordenação da campanha, domingo à noite, publicou no site do candidato previsões da astróloga Maricy Vogel, que acertou a previsão da vitória do Corinthians na Copa Libertadores e prevê também a vitória de Haddad na disputa de outubro pela prefeitura.

“Eu não acredito. Eu sou cientista” disse, negando que tenha um guru e afirmando que situações curiosas, como previsão astral, dão um toque pitoresco à campanha, trazendo temas sobre os quais a população gosta de conversar. “É gostoso falar dessas coisas também. Não se pode ser sisudo numa campanha, tem de ser bem humorado”, acrescentou.

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Questionado sobre temas mais sérios, como as greves de servidores públicos e o aumento das reivindicações sindicais por reajustes salariais, o ex-ministro da Educação do governo Dilma Rousseff preferiu tergiversar. “Esse é um assunto do governo federal”, disse, complementando que é a favor da negociação.

Sobre as intenções da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de promover protestos contra eventual uso político da votação do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a partir do dia 2 de agosto, Haddad também procurou manter distanciamento. Ao confirmar que prestigiará, às 19h30 desta segunda-feira, a posse do novo presidente da CUT, Vagner Freitas, Haddad lembrou que a votação do mensalão “ainda nem começou” e a CUT é uma instituição autônoma.

(Com Agência Estado)

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