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PGR diz não ver elementos para investigar Bolsonaro por suspeitas no MEC

Manifestação foi encaminhada à ministra Cármen Lúcia, que, em março, autorizou a abertura de inquérito para investigar suposto caso de corrupção

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 abr 2022, 21h51
PGR diz não ver elementos para investigar Bolsonaro por suspeitas no MEC Priorize VEJA no Google

A Procuradoria Geral da República afirmou nesta terça-feira, 19, ao Supremo Tribunal Federal que não há indícios que justifiquem a abertura de uma investigação contra o presidente Jair Bolsonaro por supostas irregularidades na distribuição de verbas do Ministério da Educação.

A manifestação foi encaminhada à ministra Cármen Lúcia, que, em março, após autorizar a abertura de inquérito para investigar suspeitas contra o então ministro da Educação Milton Ribeiro, determinou o pronunciamento da PGR sobre quais providências de investigação seriam tomadas a respeito de Bolsonaro.

No parecer, a vice-procuradora-geral Lindôra Araújo disse que a única “menção” a Bolsonaro no caso, até o momento, é o áudio de Milton Ribeiro. Para ela, a gravação é insuficiente para incluir o presidente na investigação: “Semelhantes elementos não são suficientes para a inclusão do representado como investigado pelos eventos em questão, eis que não apontam indícios da sua participação ativa e concreta em ilícitos penais”.

Lindôra diz que a “mera citação” de autoridades com foro privilegiado, como Bolsonaro, não é suficiente para atrair a competência da Corte para investigar o episódio e não pode “imputar àquele a condição de investigado”. Mas a vice-PGR diz que, se novos indícios surgirem, o presidente pode sim ser incluído na apuração.

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Atualmente, há um inquérito aberto no STF sobre o suposto “gabinete paralelo” do MEC. Em março, foi divulgado um áudio no qual o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirma priorizar o repasse de verbas a prefeituras escolhidas por dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Santos, a pedido de Jair Bolsonaro. Os líderes religiosos são investigados por supostamente cobrar propina de prefeitos em troca da liberação dos recursos do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação).

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