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Pastor enfrenta novo tumulto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Deputado Marco Feliciano, do PSC, enfrenta forte pressão para renunciar ao comando da comissão; presidente da Câmara, Henrique Alves, pediu sua saída

Pressionado a deixar o cargo após sucessivas sessões tumultuadas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), voltou a enfrentar protestos de militantes dos movimentos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) e deputados do PSOL e do PT nesta quarta-feira. Minutos após a abertura dos trabalhos, Feliciano cedeu a coordenação da sessão para o deputado Henrique Afonso (PV-AC), autor dos requerimentos em debate, e deixou o plenário.

A sessão novamente foi marcada por bate-boca entre parlamentares que encampam as críticas contra Feliciano e aliados do pastor. Também houve troca de empurrões entre militantes LGTB e seguranças. Feliciano é criticado pelos manifestantes por declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Após a sequência de confusões nas últimas semanas, é forte a pressão na Câmara para que Feliciano renuncie ao posto. Segundo informou o Radar on-line, o próprio presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu ao PSC, partido de Feliciano, que o ele seja substituído do cargo imediatamente.

A pauta desta quarta-feira previa apenas a discussão, por meio de audiência pública conjunta com a Comissão de Seguridade Social e Família, de direitos aos portadores de transtorno mental.