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Passaportes: procurador da Lava Jato diz que Temer ‘sufoca’ PF

Um dos responsáveis pela operação no Paraná, Carlos Fernando Lima relaciona corte que causou interrupção na emissão de documento à redução de investigadores

Por Da Redação
Atualizado em 28 jun 2017, 15h11 - Publicado em 28 jun 2017, 11h41

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato no Paraná, criticou o governo do presidente Michel Temer (PMDB), um dia após a suspensão pela Polícia Federal da emissão de passaportes. Lima aproveitou para reiterar seu descontentamento com a redução da equipe responsável pela operação e sugeriu que isso pudesse prejudicar as investigações pelo país.

“O governo Temer sufoca a Polícia Federal. Nem dinheiro para a emissão de um documento necessário como o passaporte”, escreveu o procurador em sua página no Facebook. “Imagine como está a continuidade das diversas investigações”, provocou. Segundo Lima, na Lava Jato “a equipe da polícia foi significativamente reduzida”, ao que ele questionou “a quem isso interessa?”

A PF informou nesta terça-feira que está suspensa a confecção de novas cadernetas de passaportes solicitadas a partir de então, devido à falta de recursos. “A medida decorre da insuficiência do orçamento destinado às atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem”, informou o órgão, que disse, ainda, que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da instituição continuarão funcionando normalmente.

Não há, porém, previsão para a entrega do passaporte enquanto não for normalizada a situação orçamentária. Quem tiver sido atendido antes do dia 27 receberá o documento normalmente.

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Investigação

A investigação feita pelos policiais federais concluiu que o presidente Michel Temer cometeu o crime de obstrução de justiça, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual também imputa a conduta ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. O caso se relaciona com o suposto pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca de que ele não firmasse acordo de delação premiada.

O caso foi relatado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em acordo de colaboração. A atribuição da conduta criminosa pela PF a Temer inclui também o trecho da gravação do diálogo entre ele e Joesley, na qual o executivo diz que está subornando juízes e um procurador do Ministério Público, fatos que não foram comunicados pelo presidente à Justiça. Michel Temer alegou em nota e pronunciamento que não acreditou no que ouviu, uma vez que o empresário teria o hábito de “contar vantagens”.

(Com Estadão Conteúdo)

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