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Para aumentar poder de barganha do PR, Maggi rejeita cargo de ministro

Senador resiste em trocar atividades bem-sucedidas como empresário por cargo no governo. Negativa faz parte de estratégia para fortalecer o partido

Por Da Redação 8 jul 2011, 10h22

Na briga política entre o Palácio do Planalto e o PR pelo controle do Ministério dos Transportes, o senador Blairo Maggi (PR-MT) lançou mão de uma estratégia para aumentar o poder de fogo do partido. Após ser convidado para ocupar o cargo de ministro, ele disse a líderes do PR e a assessores do governo federal não estar interessado na vaga, que era do correligionário Alfredo Nascimento – defenestrado do cargo após denúncias de envolvimento em um esquema de pagamento de propina dentro do ministério, mostrado por VEJA. O argumento de Maggi para rejeitar o posto é que isso o afastaria da administração de suas lucrativas empresas. O senador tem negócios no ramo da navegação e uma das companhias de seu grupo obteve empréstimo do Fundo da Marinha Mercante, com dinheiro vindo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para além do aparente prejuízo de trocar a iniciativa privada por um cargo público, no entanto, está o interesse de Maggi em barganhar com o governo federal. O ponto de honra do PR é a permanência de Luiz Antonio Pagot na presidência do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit). A presidente Dilma Rousseff determinou o afastamento de Pagot, mas ele saiu de férias assim que soube da decisão da presidente e conseguiu adiar o afastamento. Blairo Maggi está pessoalmente empenhado na reabilitação do amigo. Pagot esteve sempre com o senador em postos relevantes: foi seu secretário de Infraestrutura, chefe de Casa Civil e secretário de Educação. Em conversa na quarta-feira com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Maggi protestou contra o afastamento de Pagot: “Não se pode desonrar um homem daquele jeito.” Convite – O senador Blairo Maggi recebeu o convite de Dilma para assumir os Transportes numa conversa na noite de quarta-feira. O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), confirmou quinta que Maggi era o primeiro da lista do Planalto e do partido, mas a legenda quer ganhar tempo e só voltará a conversar com Dilma na semana que vem, depois que Pagot for ouvido na terça-feira no Senado e na quarta-feira na Câmara. (Com Agência Estado)

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