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O fator Janot na decisão de Cunha sobre o impeachment

Por Da Redação - 2 dez 2015, 21h37

Nos bastidores da Câmara, deputados creditam a decisão de Cunha de dar seguimento ao processo de impeachment de Dilma Rousseff a rumores de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode pedir o afastamento dele da presidência da Câmara a qualquer momento. Desde o início da semana, essa possibilidade vem sendo ventilada pelos corredores da Casa. Representantes da base e da oposição ingressaram no Ministério Público pedindo a saída de Cunha sob o argumento de que ele estaria usando a estrutura da Câmara para atrapalhar as investigações contra ele no esquema de corrupção da Petrobras. Coincidência ou não, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não acompanhará a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira. O motivo, segundo fontes ouvidas pelo site de VEJA, é que ele estará sobrecarregado com a agenda da Lava Jato. Caso o pedido de afastamento se confirme, o peemedebista tem um argumento na ponta da língua: deve dizer que a PGR agiu em retaliação a ele, reforçando sua tese de que Rodrigo Janot atua em benefício do Planalto. (Marcela Mattos, de Brasília)

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