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Novo GSI defende ‘general de Lula’ e aponta para contaminação de militares

Ricardo Cappelli, que foi interventor da segurança do Distrito Federal, assume interinamente o GSI após pedido de demissão do general Gonçalves Dias

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 19 abr 2023, 20h33 - Publicado em 19 abr 2023, 20h27

Convidado a assumir interinamente o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ricardo Cappelli saiu em defesa de seu antecessor horas antes de assumir o cargo. Em conversa com VEJA nesta quarta-feira, 19, Cappelli, que ocupava a secretaria-executiva do Ministério da Justiça, apontou para uma contaminação de militares dentro do órgão de inteligência e para o curto espaço de tempo para o general Gonçalves Dias, à frente do cargo, fazer mudanças na estrutura interna antes do dia 8 de janeiro.

“Eram só sete dias de governo. Você vai responsabilizar o ‘G. Dias’? O problema é que havia uma contaminação por dentro, estava tudo militarizado. Achavam que ia fazer o quê em sete dias? Trocar todo o efetivo? Seria uma situação muito complexa, muito turbulenta, muito sensível”, disse Cappelli, que foi interventor na segurança pública do Distrito Federal após os atentados de janeiro.

“A questão central é que não se pode analisar os fatos à luz da normalidade. Você acaba tirando uma visão errada, precipitada. Não se vive uma situação normal no país”, acrescentou.

A declaração de Cappelli vai ao encontro de declarações de Lula. Recentemente, o presidente afirmou que havia bolsonaristas infiltrados no Palácio do Planalto e, durante cerimônia dos 100 dias de governo, disse que “nós ainda temos muita gente que não gosta de democracia aqui”.

Amigo de Lula, ex-chefe da segurança nos dois mandatos anteriores e chamado de “general de Lula”, Gonçalves Dias pediu demissão nesta quarta após a CNN Brasil divulgar imagens dele interagindo com os vândalos durante a invasão ao Palácio do Planalto. Em entrevista à GloboNews, G. Dias afirmou que foi feito “um corte específico na produção dos vídeos” e que as gravações são “um absurdo”.

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