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Lula vai se entregar, mas não é o fim, diz líder do MST

João Pedro Stédile afirma que sem-terra iniciarão nesta sexta-feira manifestações para pressionar a Justiça a libertar o ex-presidente

Por Guilherme Venaglia Atualizado em 5 abr 2018, 20h28 - Publicado em 5 abr 2018, 20h04

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, comentou na noite desta quinta-feira a decisão do juiz Sergio Moro de ordenar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, Lula vai cumprir a decisão e se entregar à Polícia Federal até as 17h de sexta-feira, mas isso “não é o fim”.

“Nós vamos sofrer uma derrota com a prisão do Lula, mas vamos dar o troco. Vamos libertar o Lula. E depois teremos a campanha eleitoral”, disse o comandante do grupo, em transmissão ao vivo pelo Facebook do movimento. Ele disse que a posição do MST e dos grupos que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo é começar, nesta sexta, uma série de manifestações pelo país para que o petista seja posto em liberdade.

  • “A única força capaz de libertar o Lula é se nós conseguirmos fazer grandes manifestações de massa, se o povo for para a rua”, completou. Stédile disse que o Judiciário “provou ser golpista” e não deve ser confiado, apesar de afirmar que os defensores do ex-presidente devem apresentar um habeas corpus contra a decisão tão logo ela seja confirmada.

    “Estamos orientando a nossa militância a se programar para fazer grandes atos políticos nas praças, no sistema judicial e nas praças, protestando contra a prisão”. O líder do MST afirmou que dois dos alvos preferenciais nas cidades devem ser sedes da Justiça e sucursais da TV Globo.

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