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Líder de Kassab deve ser secretário do Verde em SP

O nome de Roberto Tripoli (PV), vereador mais votado da cidade, é a primeira definição do futuro secretariado do prefeito eleito Fernando Haddad (PT)

Por Da Redação - 10 nov 2012, 11h40

Líder do governo Gilberto Kassab (PSD) na Câmara Municipal e eleito o vereador mais votado de São Paulo, Roberto Tripoli (PV), de 58 anos, deve ser indicado secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente pelo prefeito eleito Fernando Haddad (PT). De acordo com reportagem publicada neste sábado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a decisão – que configuraria a primeira definição do futuro secretariado -, foi tomada nesta sexta-feira, após reunião da bancada do PV com o presidente do diretório municipal do partido. Eles avaliavam convite feito pela transição para compor o governo. A data de apresentação de Tripoli ainda não foi marcada.

Ao manter o PV em uma pasta com orçamento de R$ 1,2 bilhão para 2013 e responsável por conceder licenças para os grandes empreendimentos da cidade, o PT praticamente consolida o apoio que precisa para conseguir a presidência do Legislativo. Com quatro parlamentares, o PV passa agora a integrar um bloco comandado por Kassab, que ainda tem o PSD, com oito vereadores, e o PSB, com três.

Os 15 votos do bloco e os 11 da bancada do PT, somados ao do vereador Netinho de Paula (PCdoB) e ao do senador Antonio Carlos Rodrigues (PR), já garantem os 28 votos necessários para eleger um petista comandante do Legislativo. Rodrigues toma posse como vereador no dia 1.º de janeiro, vota na eleição e tira licença para voltar ao Senado.

“Não tenho nada a declarar”, respondeu Tripoli, ao ser questionado se assumiria a pasta do Verde no lugar de Eduardo Jorge, também do PV, mas desafeto de Tripoli.

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A indicação do parlamentar do PV também resolve outro problema para o PT: Tripoli é o atual relator do orçamento de 2013, estimado em R$ 42,1 bilhões. Desse total, a equipe de transição quer apoio do relator para remanejar pelo menos R$ 2 bilhões para garantir algumas promessas de campanha de Haddad – como o fim da taxa da inspeção veicular (R$ 180 milhões) e o bilhete único mensal (R$ 400 milhões).

(Com Estadão Conteúdo)

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