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‘Japonês da Federal’ é novo presidente do PEN no Paraná

Aposentado da PF, Newton Ishii deve ser lançado candidato pelo partido

Famoso por escoltar presos ilustres da operação Lava Jato, o agente da Polícia Federal Newton Ishii, popularmente apelidado de “japonês da Federal”assumirá a presidência do PEN-Patriota no Paraná. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Adilson Barroso. “Ele deve assumir o cargo ainda nesta semana, depois que trâmites burocráticos forem cumpridos”, diz Barroso.

Ishii substituirá na função o ex-deputado federal Wilson Picler, que trocou o PEN-Patriotas pelo PSL de Jair Bolsonaro.

Aposentado da PF desde fevereiro, o agente filiou-se ao PEN-Patriota em Curitiba no dia 4 deste mês. De acordo com Barroso, Ishii deve ser lançado candidato pelo partido, mas ainda não se sabe a que cargo. “Vamos decidir isso em junho, depois que avançar a defesa jurídica dele”, afirmou Barroso, referindo-se à condenação de Ishii por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. O agente chegou a ser preso em 2016.

De acordo com a coluna Radar, Ishii poderia ter pedido a aposentadoria desde julho de 2017, mas permaneceu no cargo a pedido do empresário Marcelo Odebrecht. O empreiteiro não queria ficar um dia na prisão sem o agente, que o tratava muito bem. Ishii deixou o trabalho no mesmo dia em que Odebrecht foi para casa.

Comentários

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  1. Parece que mudaram os critérios para se fazer política ou participar de um partido nesse país: precisa estar na cadeia para ser candidato a presidente e ter cometido alguma corrupção para se filiar a um partido. A que ponto chegamos.

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  2. Amigo de Floripa

    O japonês chegou a ser preso por facilitar contrabando, se filia no PEN-Patriota e vira presidente. Imagina o nível desse ajuntamento político.

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  3. Temos a confirmação agora que para entrar em um partido político você precisa ter um prontuário policial como é o caso do japonês. Ok, isto não parece novidade nos dias atuais com os políticos que temos, mas não vamos exagerar. Que vergonha. Dá-lhe Brasil-sil-sil…

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