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Dilma libera R$ 2,5 bilhões em nova ofensiva em Minas

Presidente intensificou visitas ao Estado para tentar minar a base eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB), seu provável adversário nas eleições

A presidente Dilma Rousseff dedicou a manhã desta sexta-feira a mais uma etapa da ofensiva política sobre o território do tucano Aécio Neves: em visita a Belo Horizonte, ela anunciou a liberação de 2,5 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Mobilidade Urbana.

Durante a cerimônia, a presidente usou o discurso de que seu governo não distingue entre governadores aliados e oposicionistas. “Eu sou presidente de todos os brasileiros. Como presidente de todos os brasileiros, não posso fazer discriminação por partido político, por time de futebol, por religião”, afirmou. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), anunciado nesta semana como o coordenador de campanha de Aécio, estava presente.

Dilma intensificou as viagens a Minas Gerais desde que o PSDB consolidou o nome de Aécio para a disputa pela Presidência da República em 2014. Com suas idas ao Estado, para anunciar a liberação de recursos para obras em Minas, a presidente tenta minar a base do senador tucano – o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 15 milhões de eleitores.

Com os constantes aportes para empreendimentos em solo mineiro, a presidente também prepara o caminho para atribuir a si boa parte do progresso no Estado – e tentar esvaziar o discurso dos tucanos, que pretendem usar a gestão mineira como vitrine. “Eu venho aqui mais uma vez para anunciar recursos federais e para anunciar, portanto, a nossa participação nos investimentos em mobilidade urbana na grande Belo Horizonte”, disse a presidente, nesta sexta-feira. Em outro trecho do discurso, quando falava das obras do metrô na capital mineira, ela repetiu a tática: “O metrô é uma obra que não seria feita sem a participação do governo federal”.

Em 2010, Dilma superou o tucano José Serra em Minas Gerais por uma vantagem de 17 pontos percentuais, o que foi importante para assegurar a vitória da petista. Agora, com o mineiro Aécio Neves na disputa, o PSDB calcula poder abrir uma grande diferença de votos no Estado.