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Cunha, sobre retorno de Temer a Brasília: ‘Deve ter voltado para reagir’

Presidente da Câmara afirma que vice sequer deveria ter ido a São Paulo

Por Eduardo Gonçalves, de Brasília - 16 Apr 2016, 13h35

Um dos maiores aliados de Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comentou neste sábado o retorno repentino do vice-presidente a Brasília: “Acho que houve ataques muito grandes e ele deve ter voltado para reagir”. Um dia antes da Câmara votar o processo de impeachment contra a presidente Dilma, petistas de alto escalão começaram a alardear que Temer estaria prometendo blindagem a deputados investigados na Lava Jato e que o seu governo sacrificaria programas sociais, como o Bolsa Família.

A princípio, ele acompanharia a votação do processo em São Paulo, para se preservar das críticas de petistas e de manifestações pró-Dilma, que o taxaram de “capitão do golpe”. Com as intensas negociações do governo para conter a debandada da base aliada, a estratégia mudou. Segundo Jovair Arantes (PTB-GO), relator do parecer pró-afastamento aprovado na comissão do impeachment, os próprios partidos de oposição pediram para que ele voltasse para “ficar próximo do centro de decisão”. Arantes definiu a movimentação como uma “disputa de poder” escancarada entre Dilma e Temer. “Eu acho que ele não deveria nem ter ido (para São Paulo). É importante ele estar aqui. É um homem do game político”, disse Jovair.

Celebrando a suposta “virada” dos votos contrários ao impeachment, o petista Paulo Pimenta (RS) chamou o vice de “Temer, o breve, o que foi sem nunca ter sido”. Apesar da comemoração dos petistas, o mapa do impeachment do site de VEJA ainda mostra que a oposição tem votos suficientes para levar adiante o processo de deposição da presidente.

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