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CPI da Pandemia ouve Natalia Pasternak e ex-presidente da Anvisa

A microbiologista e o sanitarista Cláudio Maierovitch são favoráveis a medidas restritivas e contra o uso de remédios ineficazes contra a Covid-19

Por Da Redação Atualizado em 11 jun 2021, 18h18 - Publicado em 11 jun 2021, 09h07

A microbiologista Natalia Pasternak e o sanitarista Cláudio Maierovitch participaram nesta sexta-feira, 11, de uma audiência pública na CPI da Pandemia. Os especialistas são favoráveis a medidas restritivas e máscaras no enfrentamento da Covid-19 e contra o uso de medicamentos ineficazes, como a cloroquina. Eles falaram na condição de convidados.

Natalia é pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência. Já Maierovitch coordena o Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz Brasília e foi presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2003 a 2008 e diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde entre 2011 e 2016.

Os depoimentos

Em seu discurso de abertura, Natalia Pasternak fez duras críticas ao uso de medicamentos ineficazes no tratamento da Covid-19, como a cloroquina. “Ciência não é questão de opinião”, disse. Afirmou que correlação pode ser feita com qualquer coisa e que a cloroquina já foi testada em animais e humanos, mas só funcionou em tubo de ensaio. “Nós estamos, pelo menos, seis meses atrasados em relação ao resto do mundo”, afirmou. Criticou também o negacionismo em políticas públicas. “No caso do Brasil, [o negacionismo] é uma mentira orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde. E essa mentira mata. Negacionismo da ciência, perpetuado pelo próprio governo, mata”, completou.

Os convites dos especialistas foram requeridos pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Humberto Costa (PT-PE) e Marcos do Val (Podemos-ES) — este último, apenas no caso de Natalia Pasternak. Os parlamentares citaram a trajetória pública e acadêmica nacional e internacional dos profissionais nas justificativas, afirmando que os cientistas têm condições de esclarecer o país sobre a melhor forma de enfrentamento à pandemia de Covid-19.

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