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Computadores de desembargador do caso TH Joias estão sob análise do CNJ e da PF

Equipamentos do gabinete de Macário Júdice Neto, do TRF2, no Rio, passam por perícia; magistrado foi preso por suspeita de vazar operação contra deputado

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 15h25 • Atualizado em 13 jan 2026, 15h27
  • Os computadores do gabinete do desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, já estão sendo periciados por equipes da Polícia Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o Poder Judiciário, segundo apurou a VEJA. Por enquanto, os equipamentos não retornaram da análise.

    Preso em dezembro na Operação Unha e Carne, por suspeita de vazar informações de uma investigação da PF sobre o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, o desembargador também está sendo investigado administrativamente no CNJ.

    Uma reclamação disciplinar sigilosa foi aberta por determinação do ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, que ordenou uma varredura no gabinete de Júdice Neto. O espaço foi lacrado e o magistrado afastado das funções por tempo indeterminado. Isso significa que, mesmo se conseguir reverter a prisão preventiva, o desembargador está impedido de retornar ao cargo, ao menos enquanto estiver sob investigação.

    A perícia nos computadores foi uma das primeiras medidas ordenadas por Campbell no âmbito da reclamação disciplinar. O procedimento se tornou padrão na gestão do ministro na Corregedoria do CNJ. Eventuais provas encontradas poderão ser compartilhadas com a investigação criminal da Polícia Federal.

    Ao pedir a prisão do desembargador, a Polícia Federal sustentou que ele avisou o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, sobre a ofensiva que atingiria TH Joias, que é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas O assunto teria sido tratado durante um jantar em uma churrascaria no Aterro do Flamengo na véspera da operação.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Júdice Neto por considerar que há “relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas cuja finalidade é a obstrução de investigações”. Em sua decisão, o ministro alertou para a “infiltração política” do crime organizado nas esferas de poder do Rio de Janeiro.

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