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Bolsonaro ainda não leu proposta de aposentadoria para os militares

Prazo de entrega ao Congresso vence na quarta-feira; Guedes volta a defender idade mínima de 62 anos para mulheres

Por Julia Braun, de Washington D.C. - 18 Mar 2019, 13h06

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 18, em Washington que sua equipe “está correndo” para finalizar o projeto de aposentadoria dos militares até a quarta-feira, 20, prazo dado pelo Congresso. Guedes voltou a defender também a idade mínima de 62 anos para as mulheres, conforme o projeto enviado ao Legislativo.

“Você tem que perguntar para as mulheres, vocês preferem se aposentar com 60 anos e seu filho lá na frente terem problemas ou aposentar com 62 e dar sua contribuição?”, argumentou o ministro, que acompanha a visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

A jornalistas, há cerca de dez dias, Jair Bolsonaro declarou-se favorável à redução da idade mínima das mulheres para 60 anos e avisou que a questão entraria nas negociações com o Congresso. O ministro, porém, insiste nem manter os termos de sua proposta original.

Guedes informou que o presidente Bolsonaro ainda não leu o texto da proposta de aposentadoria para os militares. A peça é considerada fundamental para a tramitação da proposta de Emenda Constitucional (PEC) da nova Previdência Social, que está em apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).  O relator da proposta somente será escolhido depois de o projeto sobre os militares foi encaminhado.

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“O presidente não viu ainda. Estamos correndo para ver se entra na quarta, que era a ideia inicial. O presidente vê aí e manda para o Congresso”, disse Guedes.

A aposentadoria dos militares, bombeiros e policiais deverá respeitar as especificidades de cada Força, segundo o próprio Bolsonaro. O projeto a ser enviado pelo governo deverá elevar de 30 para 35 anos o tempo de serviço dos militares, antes de entrarem para a reserva  Além disso, a alíquota de contribuição deverá subir dos atuais 7,5% para 10,5%.  O projeto poderá ainda envolver a reestruturação na carreira dos militares.

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