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Barusco alega piora do câncer e pede para não ir à CPI

Ex-gerente da Petrobras tem duas acareações marcadas para os próximos dias

A defesa de Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras e delator do petrolão, pediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) o cancelamento de duas acareações marcadas para esta semana na CPI da Petrobras. Os advogados alegam que o câncer ósseo de Barusco se agravou no último mês e dificultará o seu deslocamento até a comissão.

Em acareações marcadas para os dias 8 e 9 de julho (quarta e quinta), Barusco deveria ficar frente a frente na CPI da Petrobras com o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari.

A advogada do delator, Beatriz Catta Petra, disse que o pedido foi levado ao Judiciário após negativa do presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), de cancelar a acareação. Ela lembra ainda que o ex-gerente já compareceu a outra sessão da CPI por onde permaneceu depondo por mais de seis horas.

Silêncio – O pedido da defesa de Barusco será analisado pelo ministro Celso de Mello, que está no plantão do Judiciário devido ao recesso. Na semana passada, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, rejeitou pedido apresentado por Duque para cancelar a acareação com Barusco. Contudo, o ministro concedeu habeas corpus garantindo o direito de o ex-diretor e Vaccari de permanecerem em silêncio durante a sessão da CPI na Câmara.

(Com Estadão Conteúdo)