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Apesar das chuvas, nível do Cantareira continua a cair

Outros quatro reservatórios registraram aumento na Grande São Paulo

A chuva que caiu sobre a Região Metropolitana de São Paulo nos últimos três dias elevou o nível de quatro reservatórios – Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro -, mas não foi suficiente para interromper a queda no volume do Sistema Cantareira, que já opera com a segunda cota do volume morto. Segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) neste sábado, o Cantareira teve uma queda de 0,1 ponto porcentual, passando de 7,5% para 7,4%. Outra represa, que está em situação crítica, o Sistema Tietê, permaneceu estável operando com 4,2% da sua capacidade original – a Sabesp já estuda usar o volume morto do reservatório para evitar um colapso no sistema. Juntos, o Cantareira e o Alto Tietê abastecem cerca de 11 milhões de residências na Grande São Paulo.

Já o volume dos Sistemas Guarapiranga e Rio Grande subiu 1,2% e 1,3%, respectivamente, enquanto que o Alto Cotia e o Rio Claro aumentaram 0,5% e 0,2%. Essas quatro represas são responsáveis por abastecer cerca de 8 milhões de casas na região.

Na última quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin anunciou que vai trocar a chefia da pasta que gerencia a crise da água no Estado, que enfrenta um dos piores períodos de estiagem da história. O engenheiro civil Benedito Braga vai substituir o atual secretário de Recursos Hídricos, Mauro Arce.

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(Com Estadão Conteúdo)