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UE já avalia retirar cidadãos europeus da Líbia

Pelo menos 233 pessoas morreram na violenta repressão contra os protestos

A ministra das Relações Exteriores espanhola, Trinidad Jiménez, afirmou nesta segunda-feira que a União Europeia (UE) está estudando uma possível evacuação dos cidadãos do bloco da Líbia, especialmente da cidade de Benghazi. A ministra foi a primeira a falar da possibilidade de repatriar os europeus que se encontram no país, onde a organização Human Rights Watch estimou em pelo menos 233 o número de mortos na repressão das manifestações.

“Estamos extremamente preocupados com a violência. E já estamos coordenando a possível evacuação de cidadãos da UE da Líbia, em particular de Benghazi”, disse a ministra durante sua chegada a uma reunião com os demais chanceleres em Bruxelas. Nesta segunda, pelo menos três diplomatas líbios anunciaram a sua demissão em protesto contra a repressão violenta das manifestações antirregime por Muamar Kadafi.

A chanceler espanhola reforçou nesta segunda-feira seu apelo às autoridades líbias para que parem de reprimir com violência as manifestações e advertiu que a estabilidade no país passa por assumir as reivindicações populares e executar reformas. “É preciso introduzir mudanças e fazer reformas para poder dirigir um processo mais ordenado de transição”, disse ela.

Jiménez não quis comentar as palavras de Saif Al Islam, filho do líder líbio, que afirmou que o país está em risco de “guerra civil” e que as autoridades “não permitirão o caos”. “Temos primeiro que saber com exatidão o que aconteceu”, declarou a ministra, que lembrou que “não é fácil ter notícias confiáveis” do que ocorre na Líbia.

(Com agência EFE)