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Turquia recebe chanceler do Irã na tentativa de reduzir tensão com EUA

Ancara se pretende uma mediadora da crise entre Teerã e Washington, enquanto Trump ameaça ataque caso acordo nuclear não seja assinado

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jan 2026, 08h44 •
  • O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, se reuniu nesta sexta-feira, 30, em Istambul com seu homólogo turco, Hakan Fidan, que busca evitar um eventual ataque dos Estados Unidos contra o Irã, cenário que poderia desestabilizar todo o Oriente Médio. Na última semana, o presidente americano, Donald Trump, intensificou as ameaças à nação persa, de quem exige a assinatura de um acordo nuclear.

    Esta é a primeira visita ao exterior de Araghchi desde o início da onda de protestos no Irã, que aconteceu entre dezembro e janeiro e foi violentamente reprimida pelo regime. Mais de 6.400 pessoas morreram nas manifestações, segundo um balanço da ONG Hrana, com sede nos Estados Unidos.

    A viagem acontece em um cenário de grande tensão para o regime iraniano, com a presença de navios de guerra dos Estados Unidos no Oriente Médio e a decisão da União Europeia de incluir a Guarda Revolucionária, seu exército de elite, na lista de organizações terroristas. Trump, afirmou que “espera não ter que utilizar” a força naval contra Teerã, mobilizada na esteira da repressão aos protestos, e o Irã advertiu que atacaria “instantaneamente” os porta-aviões e bases militares americanas na região em caso de ação contra o país.

    + O motivo por trás das novas e duras ameaças de Trump ao Irã

    A Turquia, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que mantém sólidas relações com o Irã, deseja evitar uma escalada militar nas imediações de seu território, que poderia desencadear ainda um novo fluxo de migrantes através dos 550 km de fronteira que compartilha com a República Islâmica.

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    O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, propôs nesta sexta ao seu homólogo do Irã, Masoud Pezeshkian, atuar como “facilitador” entre Teerã e Washington “para apaziguar tensões e resolver problemas”, informou a presidência turca em um comunicado.

    Em resposta, Pezeshkian destacou que a via diplomática será possível apenas se Washington parar de ameaçar seu país, indicou a presidência iraniana.

    “O sucesso de qualquer iniciativa diplomática depende da boa vontade das partes envolvidas em abandonar ações beligerantes e ameaçadoras na região”, disse Pezeshkian a Erdogan por telefone.

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    Os Estados do Golfo – aliados de longa data dos Estados Unidos e sede de importantes bases americanas – também têm pedido contenção, por temerem ser os primeiros alvos de uma retaliação iraniana, já que muitos abrigam bases americanas.

    Crise

    A crise entre Estados Unidos e Irã, nutrida ao longo do ano passado com uma guerra aérea que envolveu ataques americanos contra instalações nucleares da nação persa, aumentou de tom diante da repressão promovida pelo governo iraniano contra protestos que tomaram o país desde o início do ano.

    As manifestações, motivadas inicialmente pelo derretimento da moeda local, o rial, e a crise inflacionária subsequente, cresceram e passaram a pedir o “fim da ditadura” e a deposição de Khamenei. No auge dos atos, Trump ameaçou intervir militarmente em prol dos manifestantes e chegou a dizer que a ajuda estava “a caminho”.

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    No entanto, as tensões haviam enfraquecido após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas. Na semana passada, o presidente americano disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.

    O ocupante do Salão Oval voltou a subir o tom nesta semana, agora atrelando um possível ataque também à sua exigência de um acordo nuclear. Trump acusou o regime de recusar-se a cooperar, enquanto Teerã diz que não negocia sob ameaça. Na quarta-feira, o republicano afirmou que, sem a negociação, Washington atacará Teerã, como fez em 22 de junho do ano passado ao atingir três instalações nucleares, mas desta vez “será muito pior”.

    O Irã sustenta que seu programa de enriquecimento de urânio é voltado apenas para fins civis, mas o nível de pureza dos seus estoques (60%) se aproxima muito mais do necessário para uso militar e tanto os Estados Unidos como a Europa e Israel acusam o regime dos aiatolás de planejar a confecção de uma bomba atômica.

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